Capítulo 14 - Singular Episódio
Participantes deste capítulo
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Gúbio
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Instrutor.
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Desencarnado
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Elói
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Amigo de André Luiz.
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Desencarnado
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André Luiz
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Estudante.
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Desencarnado
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Saldanha
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Chefe do grupo de obsessores, agora modificado.
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Desencarnado
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Leôncio
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Hipnotizador de Margarida
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Desencarnado
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Gaspar
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Hipnotizador de Margarida
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Desencarnado
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Avelina
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Ex-esposa de Leôncio
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Encarnado
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Ângelo
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Filho pequeno de Leôncio
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Encarnado
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Felício
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Irmão de Elói e namorado de
Avelina
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Encarnado
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Retribuindo a ajuda e surpresa desagradável para Elói
Retribuindo a ajuda
Entraram no apartamento onde Margarida estava e Gúbio sob significativo olhar a Saldanha pediu a ajuda dele. Explicou que Margarida era também filha do coração dele de outras eras e que tinha sobre ela sentimento de pai espiritual. Pedia a assistência dele para ajudar a livrar Margarida da obsessão aplicada por seu grupo, incluindo os dois hipnotizadores. Saldanha estava muito emocionado com tudo o que havia passado e comovido com as belas atitudes de Gúbio e logicamente aceitou ajuda-lo, pois era o que seu coração e sua consciência, agora transformados pediam que fizesse. Todos se abraçaram. André só notou depois que estavam em presença dos dois hipnotizadores que se chamavam Leôncio e Gaspar. Leôncio se mostrava mais compreensivo da situação, mas Gaspar tinha os olhos vidrados, petrificados, ele parecia estar longe dali, não parecia sentir nada, nada ao seu redor. Da mesma maneira que usa o seu magnetismo para aplicar ao mal de alguém, aquela força parecia voltar para si próprio, o magnetizando também e fazendo com que perdesse completamente a noção de si.
Saldanha foi conversar com Leôncio e explicou a situação a ele, que agora era outra, e que não mais se fazia necessário hipnotizar Margarida. Explicou para Leôncio o que havia acontecido até ali com ele, o bem que havia recebido por parte de Gúbio, André e Elói e que havia se transformado. Leôncio, pediu a ajuda dele, neste sentido e Leôncio concordou. Leôncio também tinha problemas com a esposa e filho pequeno ambos ainda encarnados. A esposa havia sido seduzida pelo enfermeiro que cuidava de seu filho e perguntou a Saldanha se Gúbio poderia ajudar-lhe com o caso dele.
Leôncio então contou a eles que quando ainda encarnado deixou uma boa quantia em dinheiro para a esposa, a fim de que ela não passasse necessidades. O filhinho, porém, tinha problemas de saúde e precisava de cuidados médicos. A ex-esposa dele, Avelina, acabou se envolvendo com o enfermeiro de seu filho, este que só tinha interesse em prazeres e em usufruir do dinheiro de Avelina. Ultimamente andava envenenando o filho de Leôncio, pouco a pouco, a fim de fazer com que ele morresse e ficasse só com todo o dinheiro deixado por ele e a ex-esposa dele, Avelina. No plano espiritual, Leôncio, se desesperou e se aliou a Gregório. Mas estava cansado de tudo aquilo e queria mudar. Mas queria que o filho tivesse a proteção necessária. Não podia ver o filhinho pequeno daquela forma. Não era justo. Gúbio concordou em ajuda-lo.
Surpresa desagradável para Elói
Leôncio ainda tornou a falar, dizendo que se sentia envergonhado de pedir um favor que sabia que não merecia, mas não sabia mais o que fazer. Sentia-se desesperado. Seu filho pequeno, Ângelo, estava à beira da morte. Elói, estava indignado com o que ouvia e não se conteve, perguntou o nome do enfermeiro a que Leôncio falou: “É Felício de...”. Quando Leôncio acabou de terminar de pronunciar o nome de família de Felício, Elói ficou completamente indignado. Era o irmão dele!
Decidiram então rumar ao local onde Avelina, Felício e Ângelo estavam. A fim de fortificar as defesas da casa, ainda mantiveram aquela situação de Margarida por mais um dia. Saldanha sabia lidar com aquelas pessoas que agrupava paa obsidiar Margarida e não podia deixar tudo às claras. O outro hipnotizador, Gaspar, estava ali, mas era como se não estivesse, não os notava direito. Deixou-o junto a Margarida por mais algumas horas. E saíram.
Àquela altura da noite, todos já dormiam. Ângelo, o filho de Leôncio, já desdobrado pelo sono, viu o pai Leôncio e correu a pedir ajuda, dizendo que estava com medo.
Gúbio ausentou-se um pouco e retornou trazendo desdobrado Felício, o enfermeiro que estava envenenando o filho de Leôncio. Gúbio pediu para Elói não interferir naquele momento e que o poderia fazer oportunamente.
Gúbio aplicou passes de despertamentos em Felício, para que ficasse lúcido e pudesse conversar com os presentes, já que a maioria dos encarnados tem consciência da situação quando libertos do corpo denso.
Felício despertou e logo se sentiu envergonhado diante daquela situação. Reconheceu Leôncio, pois haviam fotos dele espalhadas pela casa de Avelina, as quais ele mesmo se deu conta de fazer com que ela se livrasse delas, reconheceu o irmão, Elói e o menino, Ângelo. Gúbio travou então conversação severa e lúcida com Felício, chamando-lhe a atenção aos deveres espirituais, em relação a Avelina, a Ângelo, até mesmo a Leôncio e ao dinheiro, que foi deixado por Leôncio para sustentar aquela família e de que estava fazendo péssimo uso. Explicou a Felício, que o tempo, esperaria por ele sempre, aguardando o devido julgamento de seus atos perante a sua própria consciência e que não era obrigado a nada, mas o próprio tempo e a sua consciência iriam ser os seus juízes implacáveis.
Felício, chorando muito, concordou em reparar o mal que estava fazendo, não trataria mal Ângelo, tentando mata-lo e sim, cuidaria direito dele, exercendo corretamente a sua profissão de enfermeiro, cuidaria de Avelina e ia fazer uso do seu próprio dinheiro, através do seu justo trabalho, a fim de se sustentar e, o dinheiro deixado por Leôncio para Avelina, seria para os cuidados de Ângelo. Isso ficou acertado naquela noite, em desdobramento. E Elói, então se manifestou, dizendo que se não fizesse o bem e que se assassinasse aquele menino, que ele próprio, Elói, seu irmão viria para lhe julgar e lhe cobrar, seriamente.
Vemos aqui, que o bem existe, mas é também severo e só ajuda a quem quer se ajudar. Familiares também podem se tornar obsessores. Elói não estava brincando, falava sim, muito sério e tinha total liberdade para agir. Nem todo o mal, parece enfim, ser mau.

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