
Participantes deste capítulo:
| Eusébio | Instrutor e superintendente | Desencarnado |
| Calderaro | Assistente de Eusébio | Desencarnado |
| André Luiz | Estudante. | Desencarnado |
| Platéia de 1200 pessoas | Cerca de 1200 pessoas, sendo 80% destas em desdobramento de corpo físico e o restante de trabalhadores do plano espiritual. | Encarnados em desdobramento e desencarnados. |
Início da palestra e limitação do cérebro físico
O instrutor Eusébio dá início a sua palestra, nos mostrando que, para as pessoas ali presentes, que desdobradas do corpo físico, não terão uma lembrança completa do que for ensinado ali, devido a limitação que o cérebro físico impõe ao encarnado, mas, que as pessoas irão ter no seu íntimo guardado no inconsciente o aprendizado que ocorreu ali.
A dualidade e o mundo sedutor das ilusões
O instrutor continuou dizendo que muitos na Terra, conseguem aproveitar a encarnação, se libertando de ilusões passageiras, mas, que, no entanto, a maioria se perde na reencarnação, deixando passar grandes oportunidades de aprendizado e libertação.
Quantas vezes mais serão necessárias a fim de que atinjamos a tão necessária libertação? Por quanto tempo ainda adiaremos a nossa regeneração? Por quanto tempo ainda continuaremos escravizados a nossos instintos?
Somos luz e trevas, compaixão e perversidade, inteligência e impulso bestial. Até quando?
Ao longo dos milênios temos todos sidos assim. Admirar o bem, mas no fundo, seguir o mal. Até quando?
Em nome do Pai temos agido completamente fora de tudo o que foi nos ensinado pelos mestres, como Krishna, Buda, Pitágoras, Jesus.
Matamos, enganamos, temos sede de poder, somos vaidosos e depois dizemos seguir o que foi ensinado pelos mestres. Até quando? Em nome de que? De quem? Realmente sabemos que a vida é passageira?
Contraímos inúmeros débitos e estamos em meio a espinhos. De que vale tudo isso?
A era moderna e a alienação mental
O instrutor continua dizendo que chegamos até a era moderna com vários problemas. E entre os problemas, um deles é o da alienação mental, que destrói o corpo físico e também o espiritual.
O que nos ajudará a salvar-nos a nós mesmos é o trabalho salvacionista, e este deve ser feito de forma desinteressada, com amor, para a coletividade.
E continua dizendo que milhares de almas que se deixaram iludir pelas ilusões do mundo quando a morte os alcançou agora sofrem e muito em dimensões próximas à Terra. Sofrem de angústias e remorsos. E é isso o que desejamos para nós a troco de ilusões passageiras?
Merecendo um mundo melhor e uma Nova Era
O instrutor deu uma pausa e em seguida continuou afirmando que aqueles que estavam ali, o assistindo o procuraram pois ficaram seduzidos com a possibilidade de irem para mundos superiores, mas que para merecerem isto deveriam se esforçar no trabalho da caridade com amor.
Além disso, que este trabalho não era uma exclusividade da religião ou de religiosos. É de todos nós. Somente crer na imortalidade da alma é um erro. Temos que realmente querermos ser pessoas melhores e praticarmos, nos esforçarmos para sermos pessoas melhores. Esquecer ilusões, vaidade, personalismo. Devemos trazer a luz em nosso íntimo, acender a nossa própria luz.
E continuou dizendo que o Plano Superior não se interessa por seres que desejam o paraíso beatífico, e sem esforços. Sim! Haverá muito trabalho e esforço em si próprio. Se temos bênçãos, inteligência, haveremos de ter esforço. Não alcançaremos regiões mais sublimes sem esforço próprio. A Porta Divina não se abre aos egoístas.
O espiritualismo moderno não deve se restringir as paredes do templo da Terra, mas a missão dos que atuam ali é a de receber todos que estão na Terra.
Para os presentes ali, acabara-se a fase da infância. Está na hora de amadurecer.
O Universalismo
Novos sentimentos, um mundo novo, uma Nova Era se aproxima, tendo consciência de nossos atos e com nossa luz acesa dentro de nós.
É natural que neste processo, alguns, em aprendizado, ainda tenham dentro de si o personalismo, isto é compreensível, pois estão em aprendizado. Porém Eusébio falou ali a outras pessoas que já sentem a sede do Universalismo. Pessoas anônimas que desejam trazer a Terra das trevas para a luz. Estes já têm o dever e a capacidade de não serem vaidosos, personalistas.
Não se deve aceitar a estagnação como o princípio e a felicidade exclusivista como fim!
Devemos sempre ter esperança. E não ficar pedindo a Jesus um repouso que não merecemos. As lições de Jesus nos mostram o seu infinito esforço. Ele é o nosso modelo.
Antes de irmos para mundos melhores, precisamos nos melhorar. E não nos iludamos achando que com a morte do corpo, iremos automaticamente como a um passe de mágica mudar e irmos a esferas paradisíacas. Devemos nos adaptar a Lei de Justiça e não nos enganemos, sabendo que com esforço próprio iremos fazer por merecer.
A nossa tarefa
Nossa tarefa, dada pelo Governo Universal é a de ajudar na Libertação das consciências da escravidão a que se impõem no jugo das ilusões e refazer a verdadeira Fé que foi esquecida pelas religiões.
Milhares de pessoas necessitam de ajuda. Não são necessariamente maus. São tímidos e invigilantes. Sejamos a fonte de equilíbrio para estes seres.
Sejamos instrumentos do bem, com amor fraterno, boas atitudes e bom coração.
Não buscar o maravilhoso. Isto pode fazer que nos percamos.
Orar e trabalhar, agir, não desanimar, nunca parar.
As obrigações serão ásperas e desagradáveis, mas correspondem a Vontade Suprema.
Não fujamos dos obstáculos, mas sim os enfrentaremos.
Sejamos prudentes. Realizemos as tarefas do dia-a-dia.
Somos conhecidos e vigiados
Existem leis no universo e somos conhecidos e vigiados em todos os lugares. Isto irá dizer-nos a respeito de nosso destino. Vigie-se! Recebemos o corpo físico para estagiarmos e podemos chegar a várias alturas, mas a verdadeira libertação pela via espiritual depende do nosso esforço.
Temos a amizade e a proteção dos benfeitores, mas cabe somente a nós fortalecer a nossa Fé e entendimento sabendo que o amor é imortal. Não terás tréguas na lusta, mas a Fé te sustentará.
Procurai primeiro a paz da consciência e não repousar, enquanto não a conseguir.
“Abandonai a ilusão, antes que a ilusão te abandone.”
Somente com o suor do trabalho que se verdadeiramente vence sobre si mesmo. Os príncipes, legisladores, reis, monarcas, sacerdotes, generais, pessoas que se rendem a ociosidade são sugadoras da Terra que se assemelham aos vampiros descritos por seus famosos escritores.
Estando encarnados, lembremos do modelo que é Cristo.
A Transição Planetária
O desequilíbrio invade o globo. Guerras são armadas jogando irmãos contra irmãos. Combatem-se ideologias, crenças, princípios. A indisciplina traz graves sérias consequências e encarnados e desencarnados entram em embate.
Este é o momento de transição planetária.
Tenham e mantenham o equilíbrio.
Fim da palestra e rumo as Cavernas
A palestra do instrutor terminou então, com uma bela prece.
Calderaro conduziu André Luiz até Eusébio que o recebeu. Ele comentou com André a respeito da necessidade de servir. André expôs seus planos a Eusébio que sorriu feliz.
André seria conduzido até rumo as Cavernas, onde realizaria um trabalho de assistência junto a um grupo socorrista.
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