Capítulo 7 - Quadro Doloroso
Participantes deste capítulo
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Gúbio
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Instrutor.
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Desencarnado
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Elói
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Amigo de André Luiz.
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Desencarnado
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André Luiz
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Estudante.
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Desencarnado
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Estudando os ovóides
O dia amanheceu naquela cidade estranha. O sol, naquela cidade se assemelhava a uma esfera avermelhada, devido a pouca visibilidade que o local oferecia. Espesso nevoeiro cobria a cidade. André Luiz, Elói e Gúbio, foram recebidos por um dos emissários do sacerdote Gregório, que os informou que teriam algumas horas livres.
Gúbio convidou-os então para uma incursão de estudos naquela cidade. Avistaram habitantes daquele local, aleijados, idiotas, homens e mulheres com fisionomia torturadas davam a perfeita impressão de alienados mentais. A maior parte da população ali, era ignorante e primitiva, mas, no entanto, haviam alguns olhares de pessoas que resplandeciam maldade e crueldade. Ali, a regra que valida era a da ociosidade.
A paisagem do local, deixava a desejar, a exceção do palácio governamental, as demais edificações eram precárias. As paredes destas construções tinham o aspecto lodoso, e também em relação ao cheiro. Cheiravam muito mal.
A vegetação era escassa e mirrada.
O sol, permanecia o mesmo, parecia uma bola de fogo avermelhada, a iluminação era escassa.
Elói chegou a perguntar, de forma humorada se o inferno então não tinha enormes proporções a que então o instrutor Gúbio confirmou e que o homem comum somente tem uma vaga ideia em relação as criações mentais que faz em sua própria vida.
Avançaram caminhando, por compridos labirintos, e alcançaram uma extensa edificação, que por bondade, a chamaram de Asilo de Espíritos Desamparados.
Naquele local, os habitantes gritavam sem parar.
Adentraram a muralha da edificação que era constituída do mesmo material lodoso e mal cheiroso.
Largo e profundo vale, habitado por todos os tipos de padecimentos. Agora, já na extremidade de um planalto que se quebrava em um abrupto despenhadeiro.
Furnas e abismos à frente, o que lembrava uma perfeita cratera aberta de um vulcão ativo, que era alimentado pela dor humana. Neste local, milhares e milhares de vozes humanas explodiam ininterruptas. Lamentos indescritíveis de homens e animais.
O instrutor Gúbio, informava que ali estavam milhares de seres que abusaram dos sagrados dons da vida. Estavam ali esgotando resíduos envenenados que acumularam na esfera íntima.
Gúbio continuou, informando que o que viam ali, era ainda somente a superfície de trevosos cárceres que se confundiam com os precipícios subcrostais.
André Luiz perguntou a Gúbio se ali o bem fornecia recursos de ajuda aqueles espíritos infelizes, no que Gúbio respondeu que sim, que não há ninguém esquecido por Deus. Mas o objetivo daquela incursão era outro, o estudo de ovoides e seguiram adiante.
Desceram mais alguns metros e avistaram uma mulher, esquálida, estendida no solo. Gúbio orientou a André Luiz observá-la, nitidamente.
André Luiz ao observá-la com mais cuidado, percebeu três formas ovaladas ao redor da mulher. Estas formas possuíam tamanho e cores diferentes e seriam imperceptíveis aos olhos, caso não observasse com extrema atenção. A matéria destas formas era de aspecto gelatinoso, fluída e amorfa.
Gúbio então esclareceu que aquelas três formas, são espíritos, humanos, que por causa de atitudes vingativas continuadas perderam a forma perispiritual devido a revolta que os atormenta interiormente. Gastaram todo o seu períspirito sob tormentas de desesperação e imantam-se a mulher que odeiam. Esta mulher que, por sua vez, também não aprendeu que a ciência de amar, é a ciência que liberta, ilumina e redime os seres.
A mulher esquálida, estava envolvida em um “halo-vibratório” de cor cinzento-escura e registrou a presença dos três.
Gritava e chamava por um homem de nome Joaquim. Pedia ajuda desesperadamente.
Gúbio aplicou um passe de conforto a mulher e pediu a André e Elói que examinassem os ovoides.
André tocou um dos ovoides, e ouviu:
“Vingança ! Vingança ! Não descansarei até o fim !”
Tocou os outros e afirmações semelhantes ouvia..
“Assassina ! Assassina !!”
Os três, mãe e filhos, já no plano espiritual foram convidados por espíritos benfeitores a perdoar e esquecer as ofensas e humilhações que sofreram, mas não seguiram estes conselhos e passaram então a perseguir implacavelmente a mulher que os perseguiu em vida. Faziam-na sentir imenso remorso, atuando diretamente na sua vida psíquica. A mulher adoeceu e embora, tendo inúmeros cuidados e tratamentos, nunca mais recobrou a saúde. Padeceu longos dez anos e nunca se arrependeu de seus atos. Logicamente, possuía protetores que a aguardavam logo após a morte do corpo, mas ela nunca se fez por merecer a ajuda, pois estava em outra sintonia. Ao desencarnar, viu-se então perseguida pela mulher e dois filhos implacavelmente, mesmo depois da morte. A perseguição foi tão cruel, que mesmo depois de perderem a forma perispiritual os três ainda se imantam a mulher que sofre de padecimentos terríveis. Vive atormentada e sem direção.
O esposo dela desencarnou semilouco.
O planejamento reencarnatório visa trazer Joaquim em um novo corpo, primeiro para em seguida resgatar a mulher que terá por missão receber os três ovoides como filhos. Pobre mulher, que padecerá de muitos males, conhecerá enfermidades de diagnose impossível para o conhecimento terrestre porque se originam dos três ovoides que são seus inimigos de outra época. Terá mocidade perturbada por sonhos de maternidade e não repousará enquanto não receber os três filhos nos braços da maternidade. Ainda trará no corpo físico, três centros de força em desarmonia.

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