Nosso Lar - Estudo da Mensagem de André Luiz


Estudo realizado:
Somos apresentados ao nosso novo amigo, que Emmanuel nos informou no prefácio. André Luiz é o Espírito, desencarnado, que está do outro lado do véu do espelho da vida e que agora se nos apresenta como o nosso novo amigo que veio para nos trazer, através da sua própria experiência de vida, quando encarnado e agora como desencarnado, situações da vida no plano espiritual e de como é esta vida.

André começa nos explicando sobre a realidade além da vida. Que a vida não termina quando fechamos os olhos através do fenômeno da morte. Que o fechar de olhos é o abrir de olhos em outra realidade, uma outra dimensão, a continuidade da vida, o retorno a pátria espiritual, onde damos prosseguimento a nossa jornada.
  • A nossa existência na Terra - E nisso, reflete, sobre o que é uma existência aqui na Terra, que para nós encarnados é muito, mas que diante da eternidade, uma vida é apenas um ato;
  • O nosso corpo - O corpo, apenas uma veste temporária da qual nos utilizamos aqui como ferramenta de aprendizado;
  • O tempo é relativo - Compara um século a um dia, sendo assim podemos perceber que a noção de tempo que existe no plano espiritual é diferente da noção de tempo que temos aqui e o tempo é relativo. Além disto, diante da eternidade, um século é muito pouco;
  • Trabalhar e aprender - Compara um serviço a uma experiência, isto é, um aprendizado, ou vários. Tudo aqui é aprendizado e somos alunos, como alunos em um colégio primário, aos poucos adquirindo experiência;
  • Aquisição de virtudes - Compara um triunfo a uma aquisição, isto é, uma vitória que adquirimos sobre nós mesmos, uma virtude que adquirimos perante nossos defeitos, é algo que adquirimos e que estará sempre conosco;
  • Mostra a nós a continuidade e responsabilidade que temos sobre nós mesmos - Compara uma morte a um sopro renovador, ou seja, um fim que é na verdade um recomeço, em outra dimensão, onde podemos rever nossos erros e acertos, adquirir méritos e trabalhar muito para ter uma nova oportunidade de aqui retornar e nos melhorarmos.
Mostra-nos que a vida é muito mais complexa do que imaginamos se acreditarmos apenas que tudo se acaba com o fenômeno da morte. Caso assim fosse, tudo estaria resolvido. Não teríamos nada a resolver, nada a acertar, nada a melhorar, nem a evoluir. Uma existência, conforme comparada a um ato na Terra se resume a exatamente isto, um ato. Em uma existência representamos no palco da vida apenas um ato. 

Nos mostra que para nos inscrevermos na Academia do Evangelho do Cristo teremos de nos esforçar muito e que normalmente este ingresso nesta Academia se dá mais por situações de dor do que por amor e que nossa jornada quando ingressamos é longa e demorada, cheia de lutas e dificuldades, mas repleta de bênçãos e que compensa. 

Com o início deste trabalho, "Nosso Lar", André pretende ajudar um pouco, contribuir dando uma pequena ideia de como é a vida deste outro lado.

Nos informa que somos como vasos frágeis, que podem-se quebrar facilmente, portanto não temos ainda condições de ter e vir a saber de toda a verdade. André não é seu nome verdadeiro e utiliza de um pseudônimo para assim agir com mais caridade, já que talvez não seja útil revelar a sua identidade de quando esteve aqui na Terra a fim de não perturbar talvez seus familiares. Ele nos mostra que pensa no coletivo, em todos nós. E espera que nós, vasos frágeis, venhamos a nos fortalecer através do tempo e do esclarecimento gradual que somente nós próprios podemos fazer por nós mesmos, sem querer nos aborrecer com estas questões sobre a eternidade da vida além da morte.

Podemos observar que em apenas uma mensagem que corresponde a somente duas páginas do livro, André nos traz muitas informações a serem refletidas por nós.

Justiça Divina - Estudo 39 - Ora e serve


O ensinamento estudado hoje se chama "Ora e serve", que ocorreu em reunião pública de 16/06/1961 e que estuda a "Primeira Parte", "Capítulo III - O Céu", item 7 de "O Céu e o Inferno".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Justiça Divina" e "O Céu e o Inferno".

Estudo realizado:
O progresso é necessário a todos nós seres humanos, e a nossa evolução também é algo que devemos nos importar. O progresso e a evolução são morais e intelectuais, no entanto, muitas vezes um não acompanha o outro.

Normalmente o que vemos é que o progresso intelectual avança mais do que o moral, no entanto haverá de um dia ambos estarem no mesmo nível, já que haverão momentos em que o moral se fará mais presente em nossa caminhada.

Sabendo disso, estando onde estivermos, na posição que estivermos atualmente na nossa caminhada é interessante que reflitamos sobre a nossa posição atual de progresso e evolução moral e intelectual. Realizar em nós mesmos uma auto-análise sobre estes dois pontos. E após termos feito esta análise, se detectarmos um desequilíbrio entre as partes moral e intelectual o melhor, portanto é procurar equilibrá-las. 

O verdadeiro avanço em nós se dá pelo equilíbrio. Avançando aos poucos moralmente e intelectualmente estaremos dando a nós mesmos um futuro mais feliz, através de nosso próprio esforço.

E, para conseguir tal equilíbrio é necessário que oremos e servirmos, como diz o título de nosso estudo de hoje. A prece, a oração:
  • nos transmite paz, 
  • nos ilumina quando nos sentimos em sombra;
  • nos guia, indicando caminhos melhores e mais seguros;
  • no anima, evitando em nós assim que o desânimo venha a nos atingir;
  • nos consola, quando passamos por algum momento difícil ou de angústia;
  • nos inspira através do silêncio;
E o trabalho:
  • nos liberta;
  • nos defende;
  • nos sustenta;
  • nos restaura;
  • nos dá atividades que faz com que aprendamos sempre;
Orar e trabalhar, eis o segredo do equilíbrio. Estamos na Terra de passagem e não para acumular bens. Mas estamos na Terra para nos aprimorar, ir à luta, aprender, ajudar, nos libertar de erros passados, nos sentirmos úteis, buscar a paz de consciência, sermos pessoas melhores, sairmos daqui melhores do que quando chegamos. 

Jesus esteve aqui entre nós e suou muito através de muito trabalho e incompreensão. Na hora do seu máximo testemunho, o abandonaram. Após a terrível crucificação venceu a morte, desceu aos abismos e ainda resgatou inúmeras almas. Retornou em Espírito para junto dos apóstolos e todos aqueles que o abandonaram mostrando que venceu a morte e ainda para continuar trabalhando e servindo. Este é nosso modelo para atingir as alturas do céu que tanto almejamos, de maior felicidade.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre a importância do progresso moral e intelectual
- Reflita sobre a importância da prece e do trabalho.

Estude e Viva - Estudo 40 - Socorro oportuno


O ensinamento estudado hoje se chama "Socorro oportuno", e que estuda o "Capítulo I - Eu não vim destruir a Lei", na seção "O Espiritismo", item 5, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Terceiro - Leis Morais",  "Capítulo VIII - VII Lei de Progresso", questão 780 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Os temas estudados são:
Definição de condições e provas;
Espiritismo e divulgação;
Espiritismo na esfera pessoal;
Importância do espiritismo na existência;
Necessidade de luz espiritual;
Sombras do caminho terrestre.

Com este estudo encerramos o trabalho de estudo do livro "Estude e Viva" que teve por finalidade também estudar as obras "O Livro dos Espíritos" e "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Estudo realizado:
Como seres que somos em estado de aprendizado e estudantes do espiritismo e dos fenômenos além morte, por muitas vezes nos sensibilizamos com a dor do nosso próximo, aqueles que se encontram obsidiados e necessitando de auxílio. Isto é válido e positivo, no entanto, não devemos nos esquecer de todos os demais, pessoas de nosso cotidiano, em nossa vida comum, que também necessitam de auxílio e podem estar passando por difíceis provas aqui na Terra, nas suas condições de vida. 

A esfera onde o espiritismo atua é muito ampla, se estendendo a tudo e a todos, em todas as situações da vida, seja ela profissional, emocional, social. Vamos então ver algumas situações de vida em que todos nós possamos nos encontrar ou outros de nosso convívio e onde todos nós podemos contribuir, de alguma forma, seja compreendendo, estendendo a mão, vindo a somar positivamente ao invés de nada fazer:
  • Existem pessoas honestas no mundo, mas os honestos não estão livres da deslealdade dos outros. Existem situações de vida em que estas pessoas honestas são atingidas diretamente por pessoas muito inteligentes, porém desleais, ferindo-as assim em seu íntimo;
  • Existem aqueles seres bondosos, que realizam tarefas nobres e positivas com o objetivo de ajudar o próximo. E estes mesmos seres que fazem o bem, passam por injustiças, são acusados injustamente de atos que não cometeram e jamais teriam a coragem de cometer, situação de vida que causa muita dor;
  • Existem aqueles que formam um lar, acreditando ser um caminho puro e de elevação, no entanto, após terem edificado o lar, viram-se presos e sem esperança diante do que lhe era mais caro;
  • Existem aqueles que criaram filhos com a mais pura dignidade, dando-lhes carinho, amor, conforto, educação, e tendo a expectativa de terem companheiros durante sua velhice, no entanto, foram abandonados por seus próprios filhos;
  • Existem tantos outros, que também se sentem desajustados, que sentem muito tédio por ter muito conforto, existem aqueles que não amoleceram ao cumprir suas responsabilidades, aqueles outros que retornaram a um corpo não saudável. 
Existem muitas situações onde nosso próximo necessita de socorro. Todas estas pessoas que passam por situações assim são seres humanos que sentem dor também e necessitam de nosso auxílio mesmo não passando por nenhum processo obsessivo. Estejamos então junto delas auxiliando-as com nosso amor e amparo, pois todos somos irmãos e humanos, necessitando uns dos outros. Muitos estão quase loucos de tanto sofrimento. E nós, tendo consciência destas situações, somos chamados a ajudar à todos aqueles que cruzarem em nosso caminho. Além disto, nós também necessitamos continuar aprendendo, sempre através dos estudos das obras de Allan Kardec, assim como a mensagem de Jesus Cristo trazida a nós por seus apóstolos e as praticando por atitudes em nossa própria vida, a fim de não mentirmos para nós mesmos e realizarmos nossa tarefa com dignidade, esclarecimento e acima de tudo, muito amor.

Na segunda parte de nosso estudo trataremos da importância do que o espiritismo traz em nossa vida, assim como uma maior consciência, maior responsabilidade e também inúmeras bênçãos.

Muitos que aqui se encontram na Terra não acreditam no espiritismo ou nem mesmo acreditam em continuidade da vida após o fenômeno da morte. Aqui na Terra, existe de tudo, os que acreditam em um único Deus, os que não acreditam em Deus nenhum, os que acreditaram em Deus mas que por alguma razão deixaram de acreditar, os que acreditam em mais de um Deus, os que acreditam em santos e em Deus. Enfim, são muitas as situações. Respeitamos à todos sejam lá quais forem o que acreditam ou não. E isto é o que há de mais importante na vida. O respeito. As pessoas são diferentes, não são melhores nem piores. São diferentes umas das outras, acreditam em coisas diferentes e até mesmo não acreditar em nada é acreditar em alguma coisa. E sendo diferentes, tem opiniões diferentes acerca das coisas. O que desejamos colocar aqui é que não estamos aqui para julgar seja lá quem for ou no que acredita ou deixa de acreditar. Todos tem o seu caminho em particular e todos de alguma maneira, através de suas próprias escolhas irão percorrer o seu próprio caminho. Respeitemos-nos mutuamente então. O espiritismo ensina isso, o respeito, o amor ao próximo, a aceitação das diferenças. Se assim não fosse, não seria bom. O espiritismo também nos traz uma realidade da vida além da vida, da continuidade da vida, da justiça do Criador, do amor do Criador por todos nós independente se nós acreditamos ou não Nele, se o aceitamos ou negamos. 

Com esta nova realidade que se abre, vem também muitas bênçãos, mas também novas responsabilidades e aprendizados, já que para se ter mais liberdade é necessário sermos mais responsáveis. Sendo assim, entre as responsabilidades para nós, que acreditamos na continuidade da vida, após o fenômeno da morte, temos:
  • Nosso corpo físico - o recebemos por empréstimo para fazer bom uso dele. Este corpo tem um tempo, uma duração que varia de indivíduo para indivíduo, e será o nosso veículo que utilizaremos quando estivermos aqui "na Terra" para vivermos e aprendermos. Nosso corpo herdará de nossos pais as suas condições genéticas. E nossa mente tem papel fundamental no funcionamento correto ou incorreto desta "máquina". Somos responsáveis pela boa ou má utilização que dermos a ele;
  • Nossa Família - se trata de um grupo de indivíduos, que foram unidos por consanguinidade. Esta união pode ter sido forçada devido a condições de vidas passadas mal resolvidas ou por questões de afinidade com objetivo de aprimoramento pessoal;
  • Nossa Profissão - se trata de atividades que realizamos de forma repetida aos longos dos anos, com o objetivo de nos levar a um aprendizado obrigatório, podendo este aprendizado ser com o objetivo de reviver experiências mal vividas no passado ou para adquirir novas competências para o nosso futuro;
  • As Provas - são as lições que fizemos de forma errada no passado e que retornam para que as façamos novamente, desta vez de forma acertada, com o intuito de aprender. Melhor não as acumular.
  • As Doenças - são os problemas que ainda carregamos em nosso íntimo, os abusos que cometemos em outras épocas ou agora. A Lei nos impõe para que nos reequilibremos.
  • As Decepções - são os cortes que a Lei nos impõe para que deixemos de fantasiar e nos exceder.
  • As Inibições - comportamentos inadequados que tínhamos no passado com os outros, vem agora vem para que os suportemos a fim de nos reeducarmos.
  • As Condições Sociais - são as condições sociais em que nos encontramos e que merecemos, sendo mais difíceis ou mais fáceis, de acordo com débito ou o crédito que adquirimos.
Podemos observar e refletir sobre todas estas situações, e ver que depende de nós mesmos a nossa própria regeneração frente ao progresso de nós mesmos. E o espiritismo nos mostra que com o fim da vida existe a continuidade e de que somos responsáveis por esta continuidade, somos responsáveis por nós mesmos, por nossos atos. E se, você, já se encontra nesta condição de ter maior consciência sobre a tua própria libertação espiritual, sabe que assim como responsabilidades maiores terá também mais bênçãos, compreendendo a Justiça e o serviço que se espera de nós em favor de nós mesmos e da humanidade, já que todos somos irmãos, aprimorando-nos pouco a pouco, a fim de atingir Esferas Superiores, mais felizes.


Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre a abrangência da ajuda que pode dar, não se limitando somente aos casos de processos obsessivos;
- Reflita sobre a importância do espiritismo em sua vida e da responsabilidade e bênçãos que ele lhe traz.

Religião dos Espíritos - Estudo 40 - Servir a Deus


O ensinamento estudado hoje se chama "Servir a Deus", que ocorreu em reunião pública de 05/06/1959 e que estuda o "Livro Terceiro - Leis Morais", "Capítulo II - I Lei de Adoração", seção "Sacrifícios", item 673 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Religião dos Espíritos" e "O Livro dos Espíritos".

Estudo realizado:
Temos, na Terra, em extensa quantidade santuários os mais diversos possíveis. São como tesouros que os homens dão muito valor, e valor este que aumenta, conforme o tempo passa. Quanto mais antigos forem, quanto mais luxuosos forem, mais se tornam valiosos perante os olhos do homem. Estes santuários estão presentes em todos os continentes da Terra. São locais considerados sagrados para se louvar ao Criador. Sejam mesquitas, catedrais, palácios, basílicas, torres, capelas, sejam como for estão presentes em nosso mundo.

Cerimônias as mais diversas e até mesmo complexas são celebradas nestes santuários. De modo algum nesta reflexão temos a intenção de criticar ou julgar a existência destes santuários. Não, não é este o motivo de nossa reflexão e também não se trata de apontamento negativo. Apenas se trata de uma observação de que isto ocorre na Terra como que por um hábito e que é algo que pode ser considerado como nobre e louvável, merecendo de todo o modo o nosso respeito e sendo boas as intenções.

No entanto, também não podemos deixar de comentar que devemos lembrar de nosso modelo que é Jesus, que quando esteve aqui louvou ao senhor nosso Criador de forma simples e amorosa, jamais esquecendo da miséria, e ao contrário estando próximo aos humildes, simples, fracos, junto dos enfermos, não ignorando-os, tratando-os como irmãos que é o que todos somos, independente da quantidade de bens materiais que possamos ter. Jesus, nosso modelo:
  • Um anjo entre os anjos não precisava vir aqui. Mas veio e ao invés de vir em um palácio coberto de ouro e prata, desceu ao mundo em um simples celeiro, cercado de simples animais;
  • Engenheiro sideral, portador de enorme sabedoria, que não temos capacidade ainda de compreender, pisou com seus pés na lama para exaltar o bem;
  • Espírito puro, esteve ao lado de pecadores a fim de ajudá-los;
  • Portador da luz divina, veio para iluminar quem estava em trevas as mais espessas;
  • Honesto e amoroso, jamais nos exigiu coisa alguma, apenas nos indiciou o caminho, que amássemos uns aos outros e ao nosso próximo como a nós mesmos;
  • De Espírito harmonioso, remédio para nossos males;
  • Sem ter cometido crime algum, se deixa crucificar entre dois ladrões, para nos mostrar o que o poder do perdão é capaz de realizar em nós e a força moral que a humildade tem.
De modo algum desejamos com esta reflexão criticar o local onde louvas a tua fé, ao contrário disso, é digno, louvável e merece nosso respeito somente o fato de louvar ao Criador e cultive a tua fé de acordo com o que acreditas de coração. No entanto, quando for louvá-lo, jamais te esqueça de que o que realmente importa não é a aparência, mas sim o amor desinteressado, ajudando a quem te cruzar o caminho, pois tudo o que fizer ao teu próximo é ao Criador que estará fazendo. Mantenha sempre limpa a tua consciência ao servir ao Criador.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre o real propósito de servir a Deus.

Justiça Divina - Estudo 38 - Pessoalmente


O ensinamento estudado hoje se chama "Pessoalmente", que ocorreu em reunião pública de 12/06/1961 e que estuda a "Primeira Parte", "Capítulo VII - As penas futuras segundo o espiritismo", item 13 de "O Céu e o Inferno".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Justiça Divina" e "O Céu e o Inferno".

Estudo realizado:
As máquinas são produzidas para agirem de forma igual, no entanto, existem diversos tipos de máquinas, cada uma executando a função para a qual foi fabricada.

Existem árvores da mesma espécie, no entanto a sua existência é individual e única, mantendo cada uma a sua característica individual.

Quando somos alunos de um curso ou de uma universidade, todos que pertencemos a um mesmo curso cursamos as mesmas disciplinas, no entanto cada aluno tem o seu próprio aproveitamento das lições ali estudadas.

Os enfermos que são conduzidos a um hospital são separados de acordo com o problema que os acomete. No entanto, cada enfermo tem a sua própria ficha de medicação e tratamento e o tratamento bem como a recuperação de cada um é individual e particular.

Mas é através das máquinas que bem trabalham surgem as fábricas. É através das inúmeras árvores que surgem as florestas que purificam o ar. É através dos alunos que surgem as escolas. É através dos enfermos que surgem os médicos e os hospitais, a fim de tratá-los e curá-los.

Podemos estar em grupo, mas é individualmente que nossos atos são contabilizados e cabe somente a nós em tempo adequado tomar novas direções, mais felizes. Pois somos espíritos imortais, sendo assim, a morte não encerra a jornada da vida. A vida continua e por ter continuação significa que iremos responder para nós mesmos e a nossa própria consciência para cada ato falho de nossa parte, não ficando assim, nenhum ato impune perante os olhos do Criador.

O Inferno existe sim, mas é localizado dentro de nós próprios, já que nós nos colocamos no céu ou no inferno de acordo com as nossas próprias escolhas bem ou mal sucedidas perante a nossa consciência.

Até para isto as penitenciárias tem a sua função. A função de reunir os semelhantes entre si a fim de se reajustarem perante a si próprios.

E no plano espiritual também existem regiões aonde seres que necessitam passar por reajustes se agrupam, se reúnem, já que o Criador em sua infinita misericórdia jamais os abandonaria assim como não abandona nenhum de nós. No entanto, cada um vai ao local necessário ao seu próprio reajustamento, de acordo com os seus méritos pessoais.

Por esta razão, nada é injusto nas Leis do Criador e cada um, responde unicamente por seus próprios atos a tempo oportuno, no local adequado e o tempo de duração destas penas está diretamente relacionado ao estado de melhora do Espírito e nenhuma condenação de tempo determinado é imposta pelo Criador contra ele. O Criador apenas exige que sejamos melhores, como indivíduos. E nós, os Espíritos somos os únicos responsáveis pela duração de nossas penas e de nossa própria melhora, sendo que a podemos abreviar através de nossos próprios esforços nas tarefas do bem desde que de forma sincera e verdadeira.

Vejamos como o Criador é bom em tudo. Já que se fôssemos condenados por um tempo determinado e se melhorássemos antes deste tempo, ainda estaríamos pagando por algo que já não mais nos faria sentido. Por outro lado, se o tempo da condenação fosse totalmente cumprido e se o enfermo não se melhorasse efetivamente, voltaria assim a cometer o erro novamente, não estando em si, curado. O Criador é justo e pune o mal quando este mal existe, mas cessa de punir o mal quando este mal acaba. Sendo assim, o sofrimento, isto é, o nosso sofrimento diminui em intensidade conforme o mal que praticamos vai deixando de ser praticado.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita as consequências individuais que tem sobre a própria vida e o bem ou mal que estará causando a si próprio de acordo com as escolhas que tomar.

Estude e Viva - Estudo 39 - Espíritas, meditemos


O ensinamento estudado hoje se chama "Espíritas, meditemos", e que estuda o "Capítulo XXIV - Não coloqueis a candeia sob o alqueire", na seção "Coragem da fé", item 15, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Terceiro - Leis Morais",  "Capítulo VIII - VII Lei de Progresso", questão 801 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Os temas estudados são:
Edificação espírita;
Emancipação espiritual;
Firmeza de atitudes;
Impositivo da ação;
Missão do templo espírita;
Valores afetivos.

Estudo realizado:
O templo espírita ou espiritualista é um local que se assemelha a um hospital. Não somente um templo espírita ou espiritualista, mas também templos de outras denominações religiosas. Cada qual com o seu público, no entanto, todos tem a mesma função: distribuir amor, evangelizar e orientar. Os templos tem funções a serem cumpridas que se bem cumpridas o mesmo templo atinge seus objetivos, seu propósito de existir e por consequência a sua missão. Estes locais são conduzidos em parceria com o plano espiritual e todos estes templos tem os seus mentores que são pessoas cada uma com a sua própria função cumprindo com o trabalho que se propôs a fazer junto aos encarnados. O templo espírita é composto de trabalhadores encarnados que lá se comprometeram com uma causa voluntária a fim de unicamente ajudar o próximo através da prática da caridade e do evangelho. Todos devem ser tratados com respeito e com amor, independente da condição social do indivíduo. A simplicidade jamais deve ser abandonada e o amor deve sempre prevalecer nas atitudes das pessoas que se propõem a ali dar um pouco de si em favor do próximo. O atendimento fraterno a todos que procurarem ajuda jamais deve ser colocado de lado em detrimento de outras atividades. Como refletimos, estes locais são como hospitais onde médicos e enfermeiros do plano espiritual vão para cuidar dos enfermos encarnados e desencarnados que ali vão em busca de ajuda. Uma ajuda que para muitos seres que a procuram, pode ser decisiva na sua atual encarnação. Vejamos então como é grande a responsabilidade de quem se propõe a praticar a caridade e para isto o indivíduo deve sempre se ser o mais honesto possível consigo próprio a fim de não mentir para si mesmo e para os demais, já que para os desencarnados, não se pode mentir. Vamos ver então algumas atitudes sobre as quais é necessário que meditemos:

  • Amar fraternalmente, sem olhar a quem;
  • Cumprimentar as pessoas, sejam outros trabalhadores ou assistidos, com um sorriso verdadeiro no rosto;
  • Se despir de máscaras sociais;
  • Ser verdadeiro, sem ser rude;
  • Não dar lição de moral nos outros, já que todos estamos em aprendizado;
  • Ser carinhoso, fraterno;
  • Ao falar, pensar no que for falar, se for algo bom e construtivo, caso não seja, não fale;
  • Evitar a maledicência, já que se foi lá para praticar a caridade, comece educando a própria boca;
  • Evite conversas quando for realizar o trabalho de caridade, pois se assim fizer, estará se "desconectando" com os bons espíritos e perdendo a sintonia;
  • Receber todos com carinho;
  • Não formar panelas, já que somos todos irmãos, ou seja, aprenda com os que são diferentes de você;
  • Quando for falar, console;
  • Se souber algo, ensine e sempre esteja aberto a novos aprendizados, cada um de nós sabe um pouco e todos temos a contribuir uns com os outros;
  • Aprenda a amar, já que nenhum de nós sabe, pois o objetivo aqui de estarmos na Terra é justamente este;
  • Seja solidário;
  • Além da caridade espiritual, também pratique a material. Neste mundo existem inúmeras pessoas passando fome, o que é algo absurdo, e ao redor dos templos sempre vemos pessoas que tem muito menos que nós, procure fazer um lanche e um suco da forma como faria para você mesmo e entregue a algum morador de rua que sempre habita perto destes locais, ao fazer isso, estará pensando na dor do próximo e se fizer com amor, será um bom sinal ;
Estas são apenas algumas atitudes que devemos meditar, no entanto, se refletirmos mais, encontraremos mais. Vejamos então o quão grande é a nossa responsabilidade ao adentrar um templo, não importando a religião. Caridade é caridade em qualquer local. Caridade é amor. E as companhias que terá ao teu lado serão aquelas que cultivar de acordo com teus próprios atos.

Na segunda parte de nosso estudo, que trata a respeito do equilíbrio entre a misericórdia e a tolerância e também a respeito de uma adaptação que devemos ter e praticar, em nós mesmos a fim de atingirmos este equilíbrio em nossas atitudes.

Estamos aqui para amar, aprender a amar, e por amar, podemos entender é amar é compreender, é agir, é cultivar a brandura em nossas ações, no entanto amar também é ter equilíbrio. Sermos compreensivos, sermos ternos, porém se não formos firmes quando é necessário que assim sejamos, estaremos amando de forma errada, pois podemos estar promovendo a ignorância das criaturas com uma super-proteção que é desnecessária e além de desnecessária, é prejudicial. E se amamos, não desejamos prejudicar o nosso próximo e sim ajudar. Portanto amar também é ser firme.

Vivemos em sociedade e uns sabem mais do que nós, outros menos, mas isso não quer dizer uns sejam melhores do que os outros, já que estes mesmos indivíduos que podem saber menos que outros em determinadas áreas, já em outras áreas podem saber mais. E isto significa que nós todos somos como "setas indicadoras" de caminho de uns para outros. Nós somos orientadores e orientados. Somos professores e alunos. E ter a consciência de que podemos aprender com uma pessoa e também ter a consciência de que podemos colaborar com esta mesma pessoa é algo muito importante na obtenção de nosso próprio equilíbrio. Se estamos na condição de orientar, façamos de forma positiva,  com brandura e humildade lembrando que podemos também em algum momento na condição de recebermos orientação.

Sempre cultivarmos a misericórdia a fim de ajudarmos a quem cruzar com nosso caminho, no entanto jamais faltar com a verdade.

Jesus a seu tempo escolheu os discípulos e estes se amavam de forma verdadeira, no entanto eram verdadeiros e francos entre si, não cultivavam máscaras de amor. Sejamos então amorosos e fraternos, mas verdadeiros, francos e sinceros sem sermos rudes através da ação e cultivando assim a firmeza em nossas próprias atitudes e nos emancipando espiritualmente.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita e medite sobre as atitudes e a responsabilidade que devemos praticar dentro e fora do templo que frequentamos;
- Reflita sobre o amor verdadeiro e o equilíbrio que devemos cultivar em nossas próprias atitudes.

O Espírito da Verdade - Estudo 39 - Perigo


O ensinamento estudado hoje se chama "Perigo" e que estuda o "Capítulo IX - Bem-aventurados aqueles que são brandos e pacíficos",  seção "Injúrias e violências", item 1 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "O Espírito da Verdade" e "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Estudo realizado:
Estamos em perigo quando somos atingidos pela irritação. E pode parecer pouco, mas não é. A irritação pode causar problemas sérios para você, em seu corpo físico, para a sua alma e também para a sua melhora íntima.

Quando você sentir que vai explodir, que vai se irritar com alguém ou alguma situação, lembre-se de evitar esta situação, mesmo que tudo pareça estar contra você. Evite de toda maneira, pois quando isto acontece é a vida que está te colocando em aprendizado, como um teste mesmo para ver como você reage em determinadas situações. A vida é aprendizado, portanto se nos irritamos ainda, temos que aprender a não nos irritar mais a porquê não nos irritar mais, o que ganhamos ao não nos irritarmos e o que perdermos quando nos irritamos. E se não fosse necessário aprender a não irritar, não estaríamos sendo colocados nestas situações de teste de equilíbrio que a vida oferece.

Repare no mar, quando fica de ressaca, as ondas ficam mais fortes, com muito mais força, avançando mais até a superfície e se foram muito fortes, como tsunamis que às vezes ocorrem com uma grande força, uma grande intensidade, para conter toda esta fúria é necessário que se faça a construção de barreiras a fim de proteger a comunidade que habita em torno daquelas regiões. Se não fosse assim, o mar avançaria e poderia tirar a vida de muitas pessoas.

Observe também o fogo, que quando não controlado pode causar incêndios e assim também tirar a vida das pessoas. Os extintores servem para apagá-lo, servem para nos proteger diante da fúria do fogo incontrolável.

Observe a eletricidade, que quando entra em curto-circuito, pode causar tragédias também colocando em risco a vida das pessoas.

Observe que os exemplos acima dizem-nos muito a respeito da irritação. O mar irritado, o fogo descontrolado, a eletricidade que escapa a rede elétrica.

Todos nós não estamos livre das provações e sendo assim, quando as provações nos atingirem, devemos procurar não nos irritar ferindo quem estiver próximo de nós ou blasfemar contra o Criador. O Criador é justo e amoroso. Se nós não compreendemos seus desígnios peçamos compreensão e entendimento ao Criador. Peçamos orientação e força quando formos atingidos pelas provas. Peçamos paciência e assim estaremos cultivando a paz.

Se irritar-se, será atingido depois pela frustração, pela raiva, pela culpa, e ficará ainda pior do que estava. Não ganhará nada com isso. Ao contrário, só perderá, ao passo que se evitá-la, só ganhará. Passará pelas provas com serenidade e paciência, sendo um vitorioso digno da vitória sobre si mesmo.

E o aprendizado não termina aí. Você poderá ouvir do próximo injúrias, poderá ser caluniado, poderá passar por situações bem desagradáveis, poderá ser agredido mesmo verbalmente na frente dos outros, e neste caso lembra-te do mar revolto e da barreira que foi construída. Construa em torno de ti uma barreira que não lhe permita devolver as agressões, que não lhe permita revidar o mal com o mal. Esteja consciente de que quando isto acontecer, você começará a perceber que os que lhe agrediram, estão enfermos e necessitando de socorro. Eles não tem o que dar, pois ainda não aprenderam o que você está aprendendo. Eles não tem este conhecimento que você está se esforçando para ter. Consolide o seu aprendizado quando passar por estas situações, passando por elas com dignidade e em silêncio, um silêncio que irá te emudecer e fazer sentir dentro de ti que foi melhor agir assim, já que não se cura um doente sem lhe dar o remédio. E os ânimos se acalmarão. O dia terminará e outro começará. E você terá ao final do dia feito a tua parte para o teu próximo e para ti mesmo. 

Perguntas que se pode fazer a si próprio:
- Reflita sobre o perigo que o ato de irritar-se causa a tua vida e sobre o tempo que se perde e as consequências de se irritar.
- Reflita sobre o porquê é melhor se emudecer quando alguém tenta lhe irritar, quais são os ganhos que você tem e as perdas que evita.

Uma recomendação:
Leia, estude e divulgue as obras do médium Francisco Cândido Xavier e de Allan Kardec. Recomendo a compra dos livros aqui estudados.

Nosso Lar - Estudo do Prefácio por Emmanuel


Estudo realizado:
Normalmente em prefácios de livros, os autores procuram se apresentar, exibir os seus méritos e esforços, e dizem também a respeito de sua própria personalidade. No entanto, logo no início, Emmanuel nos mostra que o autor espiritual desta obra apresenta-se a nós de maneira diferente da habitual maneira que os autores costumam se apresentar. O autor espiritual, André Luiz se apresenta como um amigo nosso, um novo amigo.

Explica que André Luiz, o autor do livro, utilizou de um pseudônimo para se apresentar, ocultando seu verdadeiro nome de quando encarnado na Terra, pois o anonimato está para o entendimento assim como está também para o verdadeiro amor, demonstrando a sua humildade. 

Explica nos ainda que André Luiz precisou olhar para si próprio, por seus erros e defeitos do passado quando encarnado e por esta razão foi ocultada a identidade dele, que foi um médico quando passou pela vida aqui na Terra, através de sua última encarnação. Ele é apresentado ao leitor como um novo amigo e irmão de todos nós e isto é o suficiente pois é o que ele representa para nós. Fez o uso inclusive de um pseudônimo para não atingir os seus entes queridos que se encontravam ainda encarnados em relação a época que o livro foi escrito. 

Emmanuel também pede que tudo o que for lido nas páginas que se seguem, que estas informações sejam analisadas e estudadas e de certa forma passadas por nosso discernimento, já que as páginas contém informações novas para os que vivem aqui na Terra, encarnados e que podem até causar espanto, surpresa, perplexidade.

E ainda diz claramente que nada adianta dizer fazer parte do movimento da boca para fora, apenas investigar fenômenos, ter mais adeptos que apenas somem em quantidade, fazer doutriniações, converter indivíduos, obter favores. Emmanuel aprofunda o tema, nos informando que aquela época, (o livro foi publicado em 1943) o espiritismo já ganhava muitos adeptos e cresceria muito desde então. E que o importante, o objetivo do trabalho aplicar todo o nosso potencial em fazer e promover o bem. 

Emmanuel explica que todos nós não estamos aqui abandonados ao acaso. Somos todos filhos do mesmo Pai, de um Criador, e que usamos este corpo de carne de forma temporária como uma oportunidade a fim de evoluirmos, elevarmo-nos. O corpo é a nossa ferramenta.

Sobre a comunicação com o mundo invisível ela existe como função de renovar o Cristianismo e pede para ninguém que aqui está se descuidar quanto aos próprios deveres, já que aqui está por vontade do Criador a fim de aprender.

Emmanuel, nos informa que o autor, André Luiz vem nos contar a respeito da morte. O que ocorre após o fenômeno da morte. E que André Luiz vem nos mostrar que estaremos face a face com nós mesmos, com nossa própria consciência após deixarmos o corpo de carne. E que diante do que fizermos desta oportunidade, estaremos, nós próprios nos colocando no céu, no purgatório ou no inferno, por assim dizer.

Emmanuel nos ensina que aqui na Terra, temos que saber aproveitar melhor a experiência "humana", a experiência de estar aqui. Ter maior consciência disto. E não se apegar as coisas daqui. E que em nossos passos, devimos seguir o nosso modelo que é Jesus. E que em nossos princípios éticos e morais precisamos do Espiritismo e do Espiritualismo, mas muito mais importante que isto, precisamos cultivar em nós a Espiritualidade.

Religião dos Espíritos - Estudo 39 - Amanhã


O ensinamento estudado hoje se chama "Amanhã", que ocorreu em reunião pública de 01/06/1959 e que estuda o "Livro Segundo - Mundo Espírita ou dos Espíritos", "Capítulo IV - Pluralidade das existências", seção "Da reencarnação", item 166 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Religião dos Espíritos" e "O Livro dos Espíritos".

Estudo realizado:
Muitos de nós estão acostumados a deixar as coisas "para amanhã". E o "amanhã" chega se tornando "hoje" e vira novamente "amanhã" não chegando assim, nunca a ser o "hoje".

O amanhã é o futuro que teremos de acordo com as escolhas e atitudes que tivemos no presente. Se protelamos nossa melhora íntima, estamos protelando o amanhã indefinidamente, e por assim dizer protelando também a nossa própria melhora e evolução. Se surge alguma dificuldade no "hoje", esta dificuldade raramente é enfrentada no "hoje" e, infelizmente é postergada para o "amanhã". Que nunca chega. O indivíduo que vive postergando suas dificuldades estará sempre na mesma pois não as enfrenta. Se acomoda na situação. Além da acomodação, se assim é para muitos é porquê muitos não consideram importante em suas vidas trazer o "amanhã" para o "hoje". Mas a vida exige de nós esforço e quem não se esforça trará para si próprio um "amanhã" com mais dificuldades em relação as atuais dificuldades. Sim, é algo que se acaba acumulando, pois ao não enfrentá-las, você estará se atrasando na sua evolução. Fazendo uma analogia, se temos uma conta para pagar e deixamos de pagá-la, continuaremos devedores. E a esta conta será acrescido juros e multa. Você não poderá fugir da conta.

Estamos todos reencarnados e não devemos nos iludir pois somos todos devedores da Lei. Sendo assim, estamos aqui em missão de nosso reajustamento íntimo com uma excelente oportunidade de sairmos daqui melhores de quando chegamos. Mas um dia a esta atual encarnação irá terminar e aí o nosso "amanhã" terá sido definido. Melhor não deixar para "amanhã" o que podemos fazer hoje.

Vamos ver algumas situações onde deixamos as coisas para "amanhã":
  • no "hoje", indivíduos que foram contaminados pela avareza, pelo egoísmo, pelo acúmulo de bens materiais, através da prova da riqueza, voltarão "amanhã" como indivíduos pobres, sofrendo todo tipo de privação para seu próprio aprendizado;
  • no "hoje", indivíduos pobres contaminados pela inveja, pelo ódio, voltarão amanhã com dinheiro para aprenderem a responsabilidade que é ter tudo e serem tentados a todo instante pelas facilidades que o dinheiro pode fornecer;
  • no "hoje", indivíduos que possuem grande inteligência e que fazem mal uso dela, voltarão "amanhã" frequentarão com frequência leitos de hospitais e sofrerão, sentindo na pele tudo o que fizeram sofrer outros antes pelo abuso de sua inteligência mal utilizada para aprenderem a utilizar bem a inteligência a favor do próximo;
  • no "hoje', indivíduos que são filhos indiferentes, que não ligam para os pais que são amorosos para com eles, voltarão no "amanhã", como filhos de pais, mas desta vez em nada amorosos, que irão torná-los seus servos, para aprenderem a dar valor aos seus pais amorosos;
  • no "hoje", indivíduos que são pais desunamos, insensatos, cruéis com seus bons filhos, voltarão no "amanhã" com filhos que estarão sempre lhes dando problemas e tristezas, criminosos e viciados para aprenderem a serem bons pais;
  • no "hoje", mulheres com vaidades em excesso, cheias de beleza e sensualidade que se prestam somente a terem uma vida sensual, desprezando a maternidade e provocando abortos cruéis, voltarão no "amanhã" como mulheres enfermas, estéreis, para aprenderem a dar valor à vida e praticarem o amor;
  • no "hoje", homens fortes, viris que fazem abusam e desrespeitam a tudo e carregam em si vícios de várias naturezas, voltarão "amanhã" com desequilíbrios no próprio corpo, através de sua própria invigilância a fim de aprenderem a fazer bom uso e se reequilibrarem.
Estes são apenas alguns e exemplos, e podemos ver que o "amanhã" ou o "deixar para depois" é sempre o retorno do "hoje" ou do "agora", em nosso presente. Inevitavelmente teremos que nos enfrentar e é melhor que seja "hoje". 

Fazer as coisas "hoje" é eliminar débitos e acumular créditos. Deixar para "amanhã" é permanecer com os mesmos débitos, acrescidos da multa e dos juros e pior, sem acumular créditos, sofrendo assim mais.

Faça tudo o que puder fazer de melhor "hoje", sem deixar nada para "amanhã". Comece seus dias fazendo o melhor logo pela manhã. Termine-os podendo dizer a ti mesmo ao final deles: "fiz o meu melhor hoje". E terá paz de consciência. A todo instante podemos fazer estas escolhas. Escolha o "hoje" e não deixe para "amanhã".

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre o "hoje" e o "amanhã" e o significado profundo que eles representam na sua vida.

Justiça Divina - Estudo 37 - Aprender e refazer


O ensinamento estudado hoje se chama "Aprender e refazer", que ocorreu em reunião pública de 09/06/1961 e que estuda a "Primeira Parte", "Capítulo IX - Os demônios", item 21 de "O Céu e o Inferno".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Justiça Divina" e "O Céu e o Inferno".

Estudo realizado:
A revolta como tudo, um dia termina. Podemos dizer não sermos revoltados, mas cabe aqui uma reflexão mais profunda sobre se realmente somos revoltados ou não. Pois um dia, a revolta termina. E apesar de triste, este será um dia feliz.

A revolta consiste em não aceitarmos uma determinada situação e nem fazermos esforço por mudá-la. Podemos ainda além de não aceitar, nos rebelarmos contra determinada situação que não aceitamos, cultivando em nós a insubmissão e ainda causando desordem na nossa própria vida e na vida do próximo atingindo a poucos ou muitos.

A revolta também pode vir acompanhada de um sentimento oculto de indignação e de ódio, de raiva, e que externamos de maneira geralmente agressiva. Podemos então também nos tornarmos pessoas agressivas.

Vamos então analisar algumas situações em nossa vida que possam nos causar revolta:
  • Personalidades que quando encarnadas possuam o poder ilusório e que abusaram deste mesmo poder para privar as classes humildes e deixando-as em uma constante de miséria e nada fazendo, para através de um trabalho digno, educação e saúde de qualidade dar oportunidade de se elevarem, um dia retornam em condições de privações, junto as classes humildes, acordando todos os dias para contemplar a própria miséria e assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Pessoas avarentas, que fizeram mau uso do dinheiro que lhes foi emprestado pelo Criador a fim de darem um bom uso e não um uso egoístico, um dia retornarão do lado oposto, pedindo migalhas para pessoas orgulhosas, para sentir toda a forma de privações que causaram, e assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Pessoas que falam da vida alheia publicamente e que sentiam-se impunes, um dia retornam do outro lado, agora tendo que ver sua própria vida sendo falada publicamente por outros, sentindo assim na própria pele o que é ter a sua a própria vida divulgada publicamente, para assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Pais e mães que foram desumanos, cruéis para com os próprios filhos, um dia retornam, na condição de filhos desorientados, na mesma condição de crueldade e desumanidade que causaram, para assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Criminosos, delinquentes, malfeitores, retornam um dia de lado oposto, agora socorrendo vítimas de criminosos, analisando os processos de sofrimento, vendo o sofrimento destas pessoas, para assim poder aprender e refazer, evitando a revolta.

Enquanto a revolta não terminar, teremos dias tristes na ilusão de serem dias felizes. Mas, um dia a revolta termina. E este será um dia triste, mas feliz. Será triste porquê será um dia de dor, onde sentiremos que perdemos tempo, que deveríamos ter seguido por outra trilha na vida, por outro caminho, mas no entanto, também será um dia feliz, pois a revolta terá terminado e teremos dado um passo rumo à frente da nossa própria evolução. Neste dia estaremos dizendo para nós mesmos que a revolta não é boa para nós e não nos serve mais. Mas agora falta reparar os estragos que fizemos ao nosso próximo.

Após muita luta, a Misericórdia irá nos conceder uma nova oportunidade de a partir de então repararmos nossos débitos adquiridos pelas ações que a revolta que sentimos causaram aos outros. Já a Justiça irá assegurar que iremos quitar todos os nossos débitos, ceitil por ceitil, da forma que realmente tenhamos consciência de que aprendamos a lição, como naquele dia triste, mas feliz, em que dizemos a nós mesmos que a revolta já não nos serve.

Voltamos para aprender e refazer a trilha do nosso próprio caminho. Oportunidade concedida pela Misericórdia, Enquanto que a Justiça nos concede os meios de refazermos a trilha dentro do que merecemos.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre os aprendizados mal aprendidos que devem ser refeitos
- Reflita sobre os malefícios da revolta e suas consequências.

Estude e Viva - Estudo 38 - Espíritas em família não espírita


O ensinamento estudado hoje se chama "Espíritas em família não espírita", e que estuda o "Capítulo XIV - Honrai a vosso pai e a vossa mãe", na seção "A ingratidão dos filhos e os laços de família", item 9, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Segundo - Mundo Espírita ou dos Espíritos",  "Capítulo IV - Pluralidade das existências", questão 208 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Os temas estudados são:
Deveres dos pais;
Equipe doméstica;
Escola do lar;
Família e obrigação;
Pais terrestres;
Reajustamento.

Estudo realizado:
Ninguém nasce no lugar errado, com pessoas erradas ou na hora errada. Nascemos sim ao lado das pessoas certas, no local certo e na hora certa. Dentro deste contexto, podemos passar a analisar a vida por outro ponto de vista. Viemos para cá e sabemos, e é justamente a única certeza que temos na vida a de que um dia, partiremos. E nesse dia, levaremos conosco tudo o que de bom e mau fizermos por aqui junto com a nossa consciência. Em nossa família, podemos ter parentes que não aceitam os ensinamentos do espiritismo, seja lá por qual motivo seja, cada pessoa tem lá os seus motivos. Estes motivos devem ser respeitados e esta situação quando ocorre em nossa vida, trata-se de uma prova para nós que nos vêm em função de nosso próprio aprendizado. Sim, o objetivo de, caso estejamos nesta situação é aprender, é uma oportunidade de aprendizado e também é uma oportunidade de resgatarmos dívidas antigas que adquirimos ao longo das encarnações, das vivências anteriores que tivemos junto a estes mesmos seres que se encontram ligados a nós pelos laços familiares.

O lar é uma escola portanto é no lar que recebemos as lições necessárias para nossa própria evolução e para evolução também dos que estão conosco e a nossa primeira obrigação é para quem está perto de nós, que a vida nos colocou para junto de nós. Nós não nascemos, nós renascemos. E tendo a consciência de que renascemos, sabemos que não renascemos sem motivo. Trabalhe junto aos que te acompanham no lar, seja lá em que situação for, amparando, tolerando, compreendendo, ensinando, amando, de forma verdadeira fazendo o seu melhor e evite deserdar da luta em que está inserido para que não venha a no futuro, ter a sua paz de consciência afetada pelas próprias escolhas. É através destas dificuldades e destes próprios conflitos emocionais que irá conseguir a tão desejada paz e a felicidade.

Estes familiares podem ser quaisquer uns, como um cônjuge problemática, um filho difícil, um irmão enigma, pais que não nos compreendem, e a partir daí podemos observar a extensão de nossas próprias provas.

Os seres que estão conosco tem também o seu livre-arbítrio, portanto tem liberdade de escolha e sendo assim podem escolher ou não estarem junto de ti no que se trata aos ensinamentos espíritas. Respeite-os do jeito que são, entendendo-os. No entanto, no intuito de compreendê-los, não é necessário que nós concordemos com os erros do nosso próximo. Não, isso não, já que seria cair no erro. A ponderação que se deve fazer aqui é sobre não abandonar a luta. Lute sempre, faça teu melhor mas não compactue com o erro do teu familiar.

Nestas condições, nossa posição é a do devedor que procura pagar sua dívida ou a do aluno que procura aprender diante destas situações que a vida apresenta. Ou ambas, já que estamos nos reajustando.

Na segunda parte de nosso estudo, trata a respeito de alguns pontos a serem observados pelos pais, pontos estes que são perigosos e podem causar danos a vida dos filhos e à nossa própria, caso sejamos pais. Vamos observar então atentamente quais seriam estes pontos:

  • Esquecer que nosso lar é uma escola, estamos todos em aprendizado;
  • Esquecer que não somos donos de nossos filhos, mesmo que eles reencarnem através de nós;
  • Transformar o ser que renasceu em objeto de adoração da família, esquecendo de formar-lhes o caráter desde cedo;
  • Dar obrigações demais aos filhos, que eles não tenham condições de cumprir ou o contrário, ajudá-los em excesso, prejudicando assim a sua evolução;
  • Não dar o amparo que os filhos necessitam, e, ao invés disso contratar empregados para que o façam; ao agir assim você está "terceirizando" a responsabilidade que é tua;
  • Filhos são espíritos. Espíritos são diferentes uns dos outros. E por espíritos, não sabemos se foram felizes ou infelizes. Cada um tem a sua necessidade e estas não devem ser ignoradas;
  • Ter o desejo que os filhos sigam os passos dos pais; lembre-se que eles tem a sua própria trajetória de acordo com o seu próprio pensamento e escolhas;
  • Não se interessar pela educação e pelo estudo que os filhos tem de ter;
  • Não dar explicações honestas e verdadeiras a respeito das coisas do mundo e da vida, deixando-os a mercê de superstições e fantasias;
  • Não exigir deles cooperação e trabalho além de suas possibilidades; eles são seus filhos, não escravos;
  • Dar-lhes dinheiro e facilidade sem que eles tenham mérito para isso; o conceito de justiça faz parte do ensinamento que você deve dar a eles;
  • Elogiá-los em excesso, incentivando-os a se superestimarem acima dos demais, acerca da sua própria inteligência; ninguém é mais do que ninguém e devemos ser humildes, mesmo quando inteligentes, sempre temos algo a aprender uns com os outros;
  • Ocultar intrigas;
  • Deixar de os corrigir quando se fizer necessário ou de repreender quando merecerem repreensão; 
  • Não ensiná-los a respeito do males do preconceito;
  • Fazer imposições no âmbito profissional, quanto a própria carreira que desejam seguir e suprimir suas tendências naturais;
  • No campo sentimental, obrigá-los ao casamento ou a não se unir a ninguém. Não se deve jamais tirar a sua liberdade de escolha;
  • Não auxiliar na medida do necessário para que possam trilhar seu próprio caminho;
  • Jamais esquecer que filhos são seres que estão em nosso caminho porquê a vida nos reuniu, e que podem ser afetos ou desafetos, credores ou devedores, amigos ou adversários do passado mais próximo ou mais distante, e com os quais um dia, nos reencontraremos na vida verdadeira que é a vida espiritual.
Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre os parentes que tem em sua família e o aprendizado e oportunidades de aprendizado que a vida lhe dá.
- Reflita sobre os pontos perigosos que os pais devem observar a fim de cumprir com a função de educação de seus filhos.

O Espírito da Verdade - Estudo 38 - A paixão de Jesus


O ensinamento estudado hoje se chama "A paixão de Jesus" e que estuda o "Capítulo XIX - A fé transporta montanhas",  seção "A fé religiosa. Condição da fé inabalável", item 7 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "O Espírito da Verdade" e "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Estudo realizado:
Jesus quando esteve aqui, andou no meio do povo, com pessoas simples e ignorantes, escolheu entre rudes pescadores os que o acompanhariam mais de perto e que seriam depois chamados de apóstolos, para divulgar seus ensinamentos. Jesus exemplificou através de seus atos, de seu coração, uma fé viva, real, palpável e não se furtou de conviver com o povo. Em sua grandeza de espírito, jamais diminuiu alguém, jamais foi arrogante com alguém, ao contrário demonstrou uma verdadeira humildade, pois nem aqui necessitava estar, pois veio aqui somente por amor a nós, para nos indicar o caminho a ser seguido. 

Jesus é o nosso modelo. E Ele mostrou como a fé deve ser. Como praticarmos a fé em nosso dia-a-dia. Sendo verdadeiros, mas sem sermos rudes. Sendo humildes, mas humildade verdadeira e não somente aquela em que serve de máscara social na frente de pessoas e quando na realidade, com nossa família, mostramos quem realmente somos.

A fé que devemos cultivar é aquela fé verdadeira em que em nossos atos em nada nos acusem nossa consciência. Não é a fé de porcelana, onde somente fazemos o bem, evitando o mal, evitando conviver diariamente com as pessoas que cruzarem em nosso caminho. Estamos aqui para nos ajudarmos mutuamente, para aprendermos uns com os outros, conforme Jesus nos ensinou: "amai-vos uns aos outros como Eu vos amei", e, isto diz muito, pois Ele, Jesus, andou entre o povo, esteve junto do povo, falou para o povo, esteve sempre em todos os lugares, amando as pessoas tal qual elas se apresentavam para Ele, e Ele jamais as julgou. Ele as amou ao invés de julgar. Não violentou consciências, ao contrário as compreendeu. E se temos ou achamos que temos um maior conhecimento sobre as coisas, temos que seguir nosso modelo Jesus e compreender nosso próximo.

Ter fé, é acreditar em si mesmo. Ter fé é um processo que se conquista com tempo. Uns tem mais, outros menos, outros dizem não ter, mas no fim, todos tem em maior ou menor grau. E todos irão ter já que por se tratar de um processo longo de aprendizado, é aos poucos que irá se conquistar. E várias vidas podem ser necessárias para esta conquista.

Ter fé é ter alegria. Ter fé é ter esperança. Ter fé é conviver com todos. Ter fé é ter amor. Amor é compreensão. Amor é entendimento. Amor é respeito. Respeito as diferenças. Ter Amor é tolerância. Ter Amor é ensinar o que é correto. Ter Amor é não apoiar o que é errado. Ter amor, é algo que precisamos aprender, assim como a fé também é.

Estamos aqui porquê ainda não sabemos direito o que é amar e ter fé.

Espelhe-se em Jesus.

Perguntas que se pode fazer a si próprio:
- Reflita sobre a fé e sobre os ensinamentos de Jesus.

Uma recomendação:
Leia, estude e divulgue as obras do médium Francisco Cândido Xavier e de Allan Kardec. Recomendo a compra dos livros aqui estudados.

Religião dos Espíritos - Estudo 38 - Perseguidos


O ensinamento estudado hoje se chama "Perseguidos", que ocorreu em reunião pública de 29/05/1959 e que estuda o "Livro Terceiro - As Leis Morais", "Capítulo VIII - VII Lei do Progresso", seção "Marcha do progresso", item 781 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Religião dos Espíritos" e "O Livro dos Espíritos".

Estudo realizado:
Ninguém, nenhum ser, encarnado ou desencarnado pode deter a marcha do progresso. Muitos no entanto, tentam deter mas só o que conseguem é atrasar, mas, jamais deter. Os homens encarnados que não desejam que o bem se propague sobre a Terra são aqueles que propagam na vida das pessoas o atraso, a estagnação, impedindo que situações mudem para melhor por um tempo mais ou menos longo. Tem sido assim há muito tempo já, até mesmo antes de Moisés. O faraó Akhenaton por exemplo que viveu na 18a dinastia do antigo Egito e ali governou e fundou sua cidade, Akhetaton, foi um dos inúmeros seres que foram perseguidos por forças contrárias à evolução da humanidade como um todo. 

Naquela época, 1300 anos antes de Jesus vir a Terra, não existia o Cristianismo. As pessoas acreditavam em deuses sendo grande parte delas de crença politeísta, já que não concebiam a ideia de um único Deus, um único Criador. Akehnaton rompeu com estas barreiras e sua missão era implantar o monoteísmo no antigo Egito, mas veio a falhar. Mesmo falhando, ele rompeu com barreiras, e foi muito perseguido para que 100 anos após por volta de 1200 A.C. Moisés um espírito de grande evolução viesse a reencarnar. Era Moisés, que de escravo se tornou o libertador do povo de Israel. Moisés também foi duramente perseguido.

Podemos observar que ao longo da história milhares de pessoas são perseguidas quanto fazem o bem, quando se colocam firmemente contra as investidas do mal.

Estas perseguições não ocorrem somente de encarnados para encarnados, mas também de desencarnados para encarnados, o que se caracteriza como obsessão. Fenômeno que pode ser sutil, moderado, complexo ou devastador chegando até mesmo a subjugação de um ser. Muitos milhares de pessoas sofrem processos obsessivos sem nem mesmo o saber. 

Já diz em "O Livro dos Espíritos", que comumente os espíritos não apenas influenciam os seres encarnados, mas muitas vezes estes os dirigem. Quem se deixa dirigir por más atitudes, por maus pensamentos, por más ações atrasando a evolução do próximo está em verdade atrasando a sua própria evolução e ao seu tempo irá sofrer muito com os malefícios que causou a sua própria vida e consciência, tendo que pagar ceitil por ceitil.

É melhor ser perseguido que perseguidor. Jesus, o Governador da Terra, esteve ao lado dos perseguidos pois é muito melhor praticar na vida a lei do amor e do perdão, para trazer mais luz a Terra, e morreu crucificado, pois o reino que ele pregou aqui trazia horror aos seres encarnados e desencarnados que nunca desejaram ver o bem triunfar na Terra.

No mundo espiritual, no reino das sombras, existem seres denominados de magos negros que pertencem a uma classe de seres que não desejam ver o bem triunfar na Terra. Existe uma outra classe, a dos Dragões, que deseja a própria destruição da Terra, ao mesmo modo que ocorreu com um outro planeta do sistema solar, que hoje se configura como o cinturão de asteroides que está ao redor de nosso planeta. Magos negros comandam legiões de exércitos, subordinados diretamente a eles. E os mesmos magos negros que influenciam pessoas encarnadas que tem cargos de mando e que podem mudar o destino de milhares de pessoas.

Mas para tudo na vida, há início, meio e fim. Nada é para sempre e há um tempo determinado pela Justiça Divina para que os seres evoluam, progridam e todos estão subordinados a esta mesma lei que rege a criação. Sendo assim, como está em "O Livro dos Espíritos", não se pode deter a marcha do progresso, pode-se somente, atrasá-la e quem a atrasar, irá sofrer muito.

Se você é um perseguido sempre perdoe, cultive a tua paz, cultive o amor ao próximo, retribua o mal que te fizeram com o bem, com todo o bem que  você puder fazer. Pois a vida é eterna e isto aqui é só uma passagem e para ser feliz, é necessário que tenhamos paz de espírito e que sempre façamos o bem a quem cruzar o nosso caminho.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre a perseguição, se você já perseguiu alguém e o que pode fazer para mudar isso ou se você já foi perseguido e como reagiu e como pode reagir a partir de agora.

Justiça Divina - Estudo 36 - Lei do mérito


O ensinamento estudado hoje se chama "Lei do mérito", que ocorreu em reunião pública de 05/06/1961 e que estuda a "Primeira Parte", "Capítulo VIII - Os anjos", item 15 de "O Céu e o Inferno".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Justiça Divina" e "O Céu e o Inferno".

Estudo realizado:
Engana-se totalmente quem acredita que existam seres privilegiados na criação. Se assim fosse não existiria justiça, se assim fosse todos não seriam iguais perante o Criador. Privilégios sim existem aqui no mundo físico onde é a Lei dos homens que existe, onde homens favorecem ou desfavorecem seus semelhantes. Não podemos confundir isso com a Lei do Criador, com as Leis Divinas, já que para o Criador de forma alguma existem privilégios para qualquer ser. O que existe é a lei do mérito onde cada indivíduo, através de esforço próprio, atrai para si os benefícios que muito lutou para conseguir. Para tudo há um preço na vida e ninguém escapa a Lei do mérito. Alguns aqui no plano físico podem se enganar, mentindo para si próprios aplicando favorecimentos, mas também estão sujeitos a esta mesma Lei a qual responderão a tempo oportuno recebendo ou pagando de acordo com a semeadura que fizeram.

E se ainda não acredita nisto, basta observar ao seu redor e também observar por pessoas que já passaram por aqui, como casos citados neste estudo de personalidades conhecidas como Dante Alighieri que foi exilado, Leonardo da Vinci que foi semi-paralítico, Fernão de Magalhães que foi trucidado, Colombo que ficou desvalido, Galileu que foi ludibriado, Lutero que foi perseguido, Calvino que era endividado, Vicente de Paulo que era paupérrimo, Spinoza, indigente, Lavoisier que foi guilhotinado, Beethoven que foi surdo, Mozart que passou por penúria extrema, Braille que foi tuberculoso, Lincoln que foi assassinado, Joule que foi inválido, Curie que foi esmagado pelas rodas de um carro, Lilienthal que morreu em um desastre de avião, Pavlov que foi cego, Gandhi que foi assassinado, Gabriela Mistral que teve câncer, todos eles, sem exceção passaram por este mundo lutando, sofrendo muito e tudo o que conquistaram foi através do seu próprio esforço, não tiveram privilégio algum durante sua passagem por aqui e assim é com todos perante a Justiça Divina.

Não pense que existem seres privilegiados, pois isto não existe nas Leis Divinas. Cada um colherá a tempo certo de acordo com sua semeadura.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre como funciona a Lei do mérito e sobre a justiça do Criador.

Estude e Viva - Estudo 37 - Médiuns iniciantes


O ensinamento estudado hoje se chama "Médiuns iniciantes", e que estuda o "Capítulo XIX - A Fé transporta montanhas", na seção "A fé, mãe da esperança e da caridade", item 10, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Terceiro - Leis Morais",  "Capítulo VIII - VII Lei do Progresso", questão 798 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Os temas estudados são:
Aprendizado mediúnico;
Assistência aos médiuns;
Deveres na tribuna espírita;
Disciplina;
Palavra espírita;
Trabalho e discernimento

Estudo realizado:
Os médiuns iniciantes necessitam de assistência, tanto por parte de desencarnados como encarnados. No caso de desencarnados, a assistência se dá através dos mentores e no caso dos encarnados se dá através de outros médiuns mais experientes, estes por sua vez que se valem dos mentores para os assistirem na orientação aos médiuns que estão iniciando a sua jornada. Vejamos então como uns dependemos sempre dos outros, estamos sempre em aprendizado conjunto, os mais experientes orientando os menos experientes. É necessário que seja assim para evitar-se quedas que devem ser evitadas. É possível que muitos médiuns iniciantes sejam afoitos, no entanto não há como pular etapas no aprendizado e o mesmo vem com o tempo, com o discernimento, com a experiência que vai se adquirindo pouco a pouco.

Para os orientadores, estes devem induzir os médiuns iniciantes de que existem os espíritos benfeitores que nos rodeiam com o intuito de nos fazer progredir em nossa caminhada. No entanto, o mundo espiritual está repleto de espíritos de todas as classes evolutivas e por assim dizer, ninguém se transforma em espírito evoluído com o fenômeno da morte. Continuamos a ser quem somos já que ninguém se transforma a passe de mágica. Morrer aqui é acordar lá e continuar a partir de onde se parou. Portanto não devemos ter a ilusão de que todos os espíritos que lá estão sabem tudo. Eles também estão aprendendo como nós por isso é necessário termos discernimento.

Os benfeitores espirituais estão a espera de bons trabalhadores, que não se apeguem aos fenômenos em si, ou aos tipos de mediunidade que um médium possa ter ou apresentar. Eles querem que o médium iniciante seja caridoso, amoroso, fraterno, tenha boa vontade, seja desinteressado, não seja vaidoso, não seja personalista, que procure se aprimorar através do estudo, mas que não torne somente o estudo o motivo de sua progressão, que cultive a disciplina, que tenha humildade verdadeira sem se valer de máscaras sociais, que seja verdadeiro sem ser rude, que aplique dentro da sua própria casa o que aplica no centro, que pratique a caridade espiritual e material, que siga o que Jesus nos ensinou em seus dois mandamentos. Que sirvam a humanidade ao invés de servir a si próprios pois tudo o que fizerem de bem a teu próximo, conforme disse Jesus, é a Ele que o fará.

Na segunda parte do estudo, vamos observar e analisar 15 atitudes a serem evitadas a qualquer custo pelo orador, seja em que templo for, espírita, espiritualista, de umbanda, em qualquer local que se disponha a passar alguma mensagem positiva:

  1. Iniciar a palestra sem antes fazer uma prece de forma sincera e fraterna, solicitando a companhia dos espíritos benfeitores;
  2. Achar ser o centro das atenções. Orador não é centro de nada, é só instrumento;
  3. Desprezo pelas necessidades de quem está ali para ouvir o orador;
  4. Utilizar de conceitos desagradáveis, desrespeitando os presentes que estão ali para ouvir a palestra;
  5. Reclamar, e ter atitudes amargas durante a exposição; o ouvido dos outros não é pinico;
  6. Desrespeitar as crenças dos outros, a idade média já passou faz muito tempo, não seja um inquisidor, ainda mais se você acredita na fé raciocinada, já que quem desrespeita, não raciocina;
  7. Não se preocupar com a carência de quem o ouve e não respeitar sua condição;
  8. Colocar-se em um pedestal, para que seus súditos (os ouvintes) o escutem, afinal quem se coloca num pedestal só pode ser o sabe tudo, dono da verdade;
  9. Virar um ator e achar que está com seus quinze minutos de fama, fazendo piadas, teatralizações e até mesmo querer causar impacto; você não está em um show de entretenimento;
  10. Consolar os ouvintes com mentiras em nome da verdade; verdade é sempre verdade, mentira é sempre mentira;
  11. Ignorar quem não tem crença alguma, como os ateus. Todos merecem o nosso respeito, todos somos irmãos e cada um pensa e acredita ou desacredita no que quiser e o orador não tem o direito de desrespeitar quem quer que seja;
  12. Esquecer a simplicidade; 
  13. Pronunciar frases brilhantes, mas que são inúteis e que se a pessoa raciocinar, não tem lógica alguma;
  14. Nunca ter tempo para se melhorar através do estudo; agindo assim o orador sempre irá fazer as mesmas palestras sem nada a acrescentar de melhor, estará estacionado no tempo sendo que a vida é progresso e evolução constantes;
  15. Dar a palestra esperando o aplauso; se não vai dar a palestra para ajudar as pessoas através da caridade espiritual trazendo algo esclarecedor e de bom a elas, melhor nem ir, já que só vai perder tempo e enganar a si próprio.
Palavra vazia e fé oca, sinônimo de orador ruim, que depois vai voltar para fazer tudo de novo.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre que atitudes que o médium iniciante deve ter e que atitudes o orientador deve dar aos médiuns iniciantes;
- Reflita sobre as atitudes que o orador deve evitar.

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