Justiça Divina - Estudo 38 - Pessoalmente


O ensinamento estudado hoje se chama "Pessoalmente", que ocorreu em reunião pública de 12/06/1961 e que estuda a "Primeira Parte", "Capítulo VII - As penas futuras segundo o espiritismo", item 13 de "O Céu e o Inferno".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Justiça Divina" e "O Céu e o Inferno".

Estudo realizado:
As máquinas são produzidas para agirem de forma igual, no entanto, existem diversos tipos de máquinas, cada uma executando a função para a qual foi fabricada.

Existem árvores da mesma espécie, no entanto a sua existência é individual e única, mantendo cada uma a sua característica individual.

Quando somos alunos de um curso ou de uma universidade, todos que pertencemos a um mesmo curso cursamos as mesmas disciplinas, no entanto cada aluno tem o seu próprio aproveitamento das lições ali estudadas.

Os enfermos que são conduzidos a um hospital são separados de acordo com o problema que os acomete. No entanto, cada enfermo tem a sua própria ficha de medicação e tratamento e o tratamento bem como a recuperação de cada um é individual e particular.

Mas é através das máquinas que bem trabalham surgem as fábricas. É através das inúmeras árvores que surgem as florestas que purificam o ar. É através dos alunos que surgem as escolas. É através dos enfermos que surgem os médicos e os hospitais, a fim de tratá-los e curá-los.

Podemos estar em grupo, mas é individualmente que nossos atos são contabilizados e cabe somente a nós em tempo adequado tomar novas direções, mais felizes. Pois somos espíritos imortais, sendo assim, a morte não encerra a jornada da vida. A vida continua e por ter continuação significa que iremos responder para nós mesmos e a nossa própria consciência para cada ato falho de nossa parte, não ficando assim, nenhum ato impune perante os olhos do Criador.

O Inferno existe sim, mas é localizado dentro de nós próprios, já que nós nos colocamos no céu ou no inferno de acordo com as nossas próprias escolhas bem ou mal sucedidas perante a nossa consciência.

Até para isto as penitenciárias tem a sua função. A função de reunir os semelhantes entre si a fim de se reajustarem perante a si próprios.

E no plano espiritual também existem regiões aonde seres que necessitam passar por reajustes se agrupam, se reúnem, já que o Criador em sua infinita misericórdia jamais os abandonaria assim como não abandona nenhum de nós. No entanto, cada um vai ao local necessário ao seu próprio reajustamento, de acordo com os seus méritos pessoais.

Por esta razão, nada é injusto nas Leis do Criador e cada um, responde unicamente por seus próprios atos a tempo oportuno, no local adequado e o tempo de duração destas penas está diretamente relacionado ao estado de melhora do Espírito e nenhuma condenação de tempo determinado é imposta pelo Criador contra ele. O Criador apenas exige que sejamos melhores, como indivíduos. E nós, os Espíritos somos os únicos responsáveis pela duração de nossas penas e de nossa própria melhora, sendo que a podemos abreviar através de nossos próprios esforços nas tarefas do bem desde que de forma sincera e verdadeira.

Vejamos como o Criador é bom em tudo. Já que se fôssemos condenados por um tempo determinado e se melhorássemos antes deste tempo, ainda estaríamos pagando por algo que já não mais nos faria sentido. Por outro lado, se o tempo da condenação fosse totalmente cumprido e se o enfermo não se melhorasse efetivamente, voltaria assim a cometer o erro novamente, não estando em si, curado. O Criador é justo e pune o mal quando este mal existe, mas cessa de punir o mal quando este mal acaba. Sendo assim, o sofrimento, isto é, o nosso sofrimento diminui em intensidade conforme o mal que praticamos vai deixando de ser praticado.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita as consequências individuais que tem sobre a própria vida e o bem ou mal que estará causando a si próprio de acordo com as escolhas que tomar.

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