Estude e Viva - Estudo 39 - Espíritas, meditemos


O ensinamento estudado hoje se chama "Espíritas, meditemos", e que estuda o "Capítulo XXIV - Não coloqueis a candeia sob o alqueire", na seção "Coragem da fé", item 15, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Terceiro - Leis Morais",  "Capítulo VIII - VII Lei de Progresso", questão 801 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Os temas estudados são:
Edificação espírita;
Emancipação espiritual;
Firmeza de atitudes;
Impositivo da ação;
Missão do templo espírita;
Valores afetivos.

Estudo realizado:
O templo espírita ou espiritualista é um local que se assemelha a um hospital. Não somente um templo espírita ou espiritualista, mas também templos de outras denominações religiosas. Cada qual com o seu público, no entanto, todos tem a mesma função: distribuir amor, evangelizar e orientar. Os templos tem funções a serem cumpridas que se bem cumpridas o mesmo templo atinge seus objetivos, seu propósito de existir e por consequência a sua missão. Estes locais são conduzidos em parceria com o plano espiritual e todos estes templos tem os seus mentores que são pessoas cada uma com a sua própria função cumprindo com o trabalho que se propôs a fazer junto aos encarnados. O templo espírita é composto de trabalhadores encarnados que lá se comprometeram com uma causa voluntária a fim de unicamente ajudar o próximo através da prática da caridade e do evangelho. Todos devem ser tratados com respeito e com amor, independente da condição social do indivíduo. A simplicidade jamais deve ser abandonada e o amor deve sempre prevalecer nas atitudes das pessoas que se propõem a ali dar um pouco de si em favor do próximo. O atendimento fraterno a todos que procurarem ajuda jamais deve ser colocado de lado em detrimento de outras atividades. Como refletimos, estes locais são como hospitais onde médicos e enfermeiros do plano espiritual vão para cuidar dos enfermos encarnados e desencarnados que ali vão em busca de ajuda. Uma ajuda que para muitos seres que a procuram, pode ser decisiva na sua atual encarnação. Vejamos então como é grande a responsabilidade de quem se propõe a praticar a caridade e para isto o indivíduo deve sempre se ser o mais honesto possível consigo próprio a fim de não mentir para si mesmo e para os demais, já que para os desencarnados, não se pode mentir. Vamos ver então algumas atitudes sobre as quais é necessário que meditemos:

  • Amar fraternalmente, sem olhar a quem;
  • Cumprimentar as pessoas, sejam outros trabalhadores ou assistidos, com um sorriso verdadeiro no rosto;
  • Se despir de máscaras sociais;
  • Ser verdadeiro, sem ser rude;
  • Não dar lição de moral nos outros, já que todos estamos em aprendizado;
  • Ser carinhoso, fraterno;
  • Ao falar, pensar no que for falar, se for algo bom e construtivo, caso não seja, não fale;
  • Evitar a maledicência, já que se foi lá para praticar a caridade, comece educando a própria boca;
  • Evite conversas quando for realizar o trabalho de caridade, pois se assim fizer, estará se "desconectando" com os bons espíritos e perdendo a sintonia;
  • Receber todos com carinho;
  • Não formar panelas, já que somos todos irmãos, ou seja, aprenda com os que são diferentes de você;
  • Quando for falar, console;
  • Se souber algo, ensine e sempre esteja aberto a novos aprendizados, cada um de nós sabe um pouco e todos temos a contribuir uns com os outros;
  • Aprenda a amar, já que nenhum de nós sabe, pois o objetivo aqui de estarmos na Terra é justamente este;
  • Seja solidário;
  • Além da caridade espiritual, também pratique a material. Neste mundo existem inúmeras pessoas passando fome, o que é algo absurdo, e ao redor dos templos sempre vemos pessoas que tem muito menos que nós, procure fazer um lanche e um suco da forma como faria para você mesmo e entregue a algum morador de rua que sempre habita perto destes locais, ao fazer isso, estará pensando na dor do próximo e se fizer com amor, será um bom sinal ;
Estas são apenas algumas atitudes que devemos meditar, no entanto, se refletirmos mais, encontraremos mais. Vejamos então o quão grande é a nossa responsabilidade ao adentrar um templo, não importando a religião. Caridade é caridade em qualquer local. Caridade é amor. E as companhias que terá ao teu lado serão aquelas que cultivar de acordo com teus próprios atos.

Na segunda parte de nosso estudo, que trata a respeito do equilíbrio entre a misericórdia e a tolerância e também a respeito de uma adaptação que devemos ter e praticar, em nós mesmos a fim de atingirmos este equilíbrio em nossas atitudes.

Estamos aqui para amar, aprender a amar, e por amar, podemos entender é amar é compreender, é agir, é cultivar a brandura em nossas ações, no entanto amar também é ter equilíbrio. Sermos compreensivos, sermos ternos, porém se não formos firmes quando é necessário que assim sejamos, estaremos amando de forma errada, pois podemos estar promovendo a ignorância das criaturas com uma super-proteção que é desnecessária e além de desnecessária, é prejudicial. E se amamos, não desejamos prejudicar o nosso próximo e sim ajudar. Portanto amar também é ser firme.

Vivemos em sociedade e uns sabem mais do que nós, outros menos, mas isso não quer dizer uns sejam melhores do que os outros, já que estes mesmos indivíduos que podem saber menos que outros em determinadas áreas, já em outras áreas podem saber mais. E isto significa que nós todos somos como "setas indicadoras" de caminho de uns para outros. Nós somos orientadores e orientados. Somos professores e alunos. E ter a consciência de que podemos aprender com uma pessoa e também ter a consciência de que podemos colaborar com esta mesma pessoa é algo muito importante na obtenção de nosso próprio equilíbrio. Se estamos na condição de orientar, façamos de forma positiva,  com brandura e humildade lembrando que podemos também em algum momento na condição de recebermos orientação.

Sempre cultivarmos a misericórdia a fim de ajudarmos a quem cruzar com nosso caminho, no entanto jamais faltar com a verdade.

Jesus a seu tempo escolheu os discípulos e estes se amavam de forma verdadeira, no entanto eram verdadeiros e francos entre si, não cultivavam máscaras de amor. Sejamos então amorosos e fraternos, mas verdadeiros, francos e sinceros sem sermos rudes através da ação e cultivando assim a firmeza em nossas próprias atitudes e nos emancipando espiritualmente.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita e medite sobre as atitudes e a responsabilidade que devemos praticar dentro e fora do templo que frequentamos;
- Reflita sobre o amor verdadeiro e o equilíbrio que devemos cultivar em nossas próprias atitudes.

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