Estude e Viva - Estudo 38 - Espíritas em família não espírita


O ensinamento estudado hoje se chama "Espíritas em família não espírita", e que estuda o "Capítulo XIV - Honrai a vosso pai e a vossa mãe", na seção "A ingratidão dos filhos e os laços de família", item 9, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Segundo - Mundo Espírita ou dos Espíritos",  "Capítulo IV - Pluralidade das existências", questão 208 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Os temas estudados são:
Deveres dos pais;
Equipe doméstica;
Escola do lar;
Família e obrigação;
Pais terrestres;
Reajustamento.

Estudo realizado:
Ninguém nasce no lugar errado, com pessoas erradas ou na hora errada. Nascemos sim ao lado das pessoas certas, no local certo e na hora certa. Dentro deste contexto, podemos passar a analisar a vida por outro ponto de vista. Viemos para cá e sabemos, e é justamente a única certeza que temos na vida a de que um dia, partiremos. E nesse dia, levaremos conosco tudo o que de bom e mau fizermos por aqui junto com a nossa consciência. Em nossa família, podemos ter parentes que não aceitam os ensinamentos do espiritismo, seja lá por qual motivo seja, cada pessoa tem lá os seus motivos. Estes motivos devem ser respeitados e esta situação quando ocorre em nossa vida, trata-se de uma prova para nós que nos vêm em função de nosso próprio aprendizado. Sim, o objetivo de, caso estejamos nesta situação é aprender, é uma oportunidade de aprendizado e também é uma oportunidade de resgatarmos dívidas antigas que adquirimos ao longo das encarnações, das vivências anteriores que tivemos junto a estes mesmos seres que se encontram ligados a nós pelos laços familiares.

O lar é uma escola portanto é no lar que recebemos as lições necessárias para nossa própria evolução e para evolução também dos que estão conosco e a nossa primeira obrigação é para quem está perto de nós, que a vida nos colocou para junto de nós. Nós não nascemos, nós renascemos. E tendo a consciência de que renascemos, sabemos que não renascemos sem motivo. Trabalhe junto aos que te acompanham no lar, seja lá em que situação for, amparando, tolerando, compreendendo, ensinando, amando, de forma verdadeira fazendo o seu melhor e evite deserdar da luta em que está inserido para que não venha a no futuro, ter a sua paz de consciência afetada pelas próprias escolhas. É através destas dificuldades e destes próprios conflitos emocionais que irá conseguir a tão desejada paz e a felicidade.

Estes familiares podem ser quaisquer uns, como um cônjuge problemática, um filho difícil, um irmão enigma, pais que não nos compreendem, e a partir daí podemos observar a extensão de nossas próprias provas.

Os seres que estão conosco tem também o seu livre-arbítrio, portanto tem liberdade de escolha e sendo assim podem escolher ou não estarem junto de ti no que se trata aos ensinamentos espíritas. Respeite-os do jeito que são, entendendo-os. No entanto, no intuito de compreendê-los, não é necessário que nós concordemos com os erros do nosso próximo. Não, isso não, já que seria cair no erro. A ponderação que se deve fazer aqui é sobre não abandonar a luta. Lute sempre, faça teu melhor mas não compactue com o erro do teu familiar.

Nestas condições, nossa posição é a do devedor que procura pagar sua dívida ou a do aluno que procura aprender diante destas situações que a vida apresenta. Ou ambas, já que estamos nos reajustando.

Na segunda parte de nosso estudo, trata a respeito de alguns pontos a serem observados pelos pais, pontos estes que são perigosos e podem causar danos a vida dos filhos e à nossa própria, caso sejamos pais. Vamos observar então atentamente quais seriam estes pontos:

  • Esquecer que nosso lar é uma escola, estamos todos em aprendizado;
  • Esquecer que não somos donos de nossos filhos, mesmo que eles reencarnem através de nós;
  • Transformar o ser que renasceu em objeto de adoração da família, esquecendo de formar-lhes o caráter desde cedo;
  • Dar obrigações demais aos filhos, que eles não tenham condições de cumprir ou o contrário, ajudá-los em excesso, prejudicando assim a sua evolução;
  • Não dar o amparo que os filhos necessitam, e, ao invés disso contratar empregados para que o façam; ao agir assim você está "terceirizando" a responsabilidade que é tua;
  • Filhos são espíritos. Espíritos são diferentes uns dos outros. E por espíritos, não sabemos se foram felizes ou infelizes. Cada um tem a sua necessidade e estas não devem ser ignoradas;
  • Ter o desejo que os filhos sigam os passos dos pais; lembre-se que eles tem a sua própria trajetória de acordo com o seu próprio pensamento e escolhas;
  • Não se interessar pela educação e pelo estudo que os filhos tem de ter;
  • Não dar explicações honestas e verdadeiras a respeito das coisas do mundo e da vida, deixando-os a mercê de superstições e fantasias;
  • Não exigir deles cooperação e trabalho além de suas possibilidades; eles são seus filhos, não escravos;
  • Dar-lhes dinheiro e facilidade sem que eles tenham mérito para isso; o conceito de justiça faz parte do ensinamento que você deve dar a eles;
  • Elogiá-los em excesso, incentivando-os a se superestimarem acima dos demais, acerca da sua própria inteligência; ninguém é mais do que ninguém e devemos ser humildes, mesmo quando inteligentes, sempre temos algo a aprender uns com os outros;
  • Ocultar intrigas;
  • Deixar de os corrigir quando se fizer necessário ou de repreender quando merecerem repreensão; 
  • Não ensiná-los a respeito do males do preconceito;
  • Fazer imposições no âmbito profissional, quanto a própria carreira que desejam seguir e suprimir suas tendências naturais;
  • No campo sentimental, obrigá-los ao casamento ou a não se unir a ninguém. Não se deve jamais tirar a sua liberdade de escolha;
  • Não auxiliar na medida do necessário para que possam trilhar seu próprio caminho;
  • Jamais esquecer que filhos são seres que estão em nosso caminho porquê a vida nos reuniu, e que podem ser afetos ou desafetos, credores ou devedores, amigos ou adversários do passado mais próximo ou mais distante, e com os quais um dia, nos reencontraremos na vida verdadeira que é a vida espiritual.
Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre os parentes que tem em sua família e o aprendizado e oportunidades de aprendizado que a vida lhe dá.
- Reflita sobre os pontos perigosos que os pais devem observar a fim de cumprir com a função de educação de seus filhos.

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