Justiça Divina - Estudo 37 - Aprender e refazer


O ensinamento estudado hoje se chama "Aprender e refazer", que ocorreu em reunião pública de 09/06/1961 e que estuda a "Primeira Parte", "Capítulo IX - Os demônios", item 21 de "O Céu e o Inferno".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Justiça Divina" e "O Céu e o Inferno".

Estudo realizado:
A revolta como tudo, um dia termina. Podemos dizer não sermos revoltados, mas cabe aqui uma reflexão mais profunda sobre se realmente somos revoltados ou não. Pois um dia, a revolta termina. E apesar de triste, este será um dia feliz.

A revolta consiste em não aceitarmos uma determinada situação e nem fazermos esforço por mudá-la. Podemos ainda além de não aceitar, nos rebelarmos contra determinada situação que não aceitamos, cultivando em nós a insubmissão e ainda causando desordem na nossa própria vida e na vida do próximo atingindo a poucos ou muitos.

A revolta também pode vir acompanhada de um sentimento oculto de indignação e de ódio, de raiva, e que externamos de maneira geralmente agressiva. Podemos então também nos tornarmos pessoas agressivas.

Vamos então analisar algumas situações em nossa vida que possam nos causar revolta:
  • Personalidades que quando encarnadas possuam o poder ilusório e que abusaram deste mesmo poder para privar as classes humildes e deixando-as em uma constante de miséria e nada fazendo, para através de um trabalho digno, educação e saúde de qualidade dar oportunidade de se elevarem, um dia retornam em condições de privações, junto as classes humildes, acordando todos os dias para contemplar a própria miséria e assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Pessoas avarentas, que fizeram mau uso do dinheiro que lhes foi emprestado pelo Criador a fim de darem um bom uso e não um uso egoístico, um dia retornarão do lado oposto, pedindo migalhas para pessoas orgulhosas, para sentir toda a forma de privações que causaram, e assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Pessoas que falam da vida alheia publicamente e que sentiam-se impunes, um dia retornam do outro lado, agora tendo que ver sua própria vida sendo falada publicamente por outros, sentindo assim na própria pele o que é ter a sua a própria vida divulgada publicamente, para assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Pais e mães que foram desumanos, cruéis para com os próprios filhos, um dia retornam, na condição de filhos desorientados, na mesma condição de crueldade e desumanidade que causaram, para assim aprender e refazer, evitando a revolta;
  • Criminosos, delinquentes, malfeitores, retornam um dia de lado oposto, agora socorrendo vítimas de criminosos, analisando os processos de sofrimento, vendo o sofrimento destas pessoas, para assim poder aprender e refazer, evitando a revolta.

Enquanto a revolta não terminar, teremos dias tristes na ilusão de serem dias felizes. Mas, um dia a revolta termina. E este será um dia triste, mas feliz. Será triste porquê será um dia de dor, onde sentiremos que perdemos tempo, que deveríamos ter seguido por outra trilha na vida, por outro caminho, mas no entanto, também será um dia feliz, pois a revolta terá terminado e teremos dado um passo rumo à frente da nossa própria evolução. Neste dia estaremos dizendo para nós mesmos que a revolta não é boa para nós e não nos serve mais. Mas agora falta reparar os estragos que fizemos ao nosso próximo.

Após muita luta, a Misericórdia irá nos conceder uma nova oportunidade de a partir de então repararmos nossos débitos adquiridos pelas ações que a revolta que sentimos causaram aos outros. Já a Justiça irá assegurar que iremos quitar todos os nossos débitos, ceitil por ceitil, da forma que realmente tenhamos consciência de que aprendamos a lição, como naquele dia triste, mas feliz, em que dizemos a nós mesmos que a revolta já não nos serve.

Voltamos para aprender e refazer a trilha do nosso próprio caminho. Oportunidade concedida pela Misericórdia, Enquanto que a Justiça nos concede os meios de refazermos a trilha dentro do que merecemos.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre os aprendizados mal aprendidos que devem ser refeitos
- Reflita sobre os malefícios da revolta e suas consequências.

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