
O ensinamento estudado hoje se chama "Palavras de esperança", que ocorreu em reunião pública de 02/06/1961 e que estuda a "Primeira Parte", "Capítulo XI - Da proibição de evocar os mortos", item 8 de "O Céu e o Inferno".
Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Justiça Divina" e "O Céu e o Inferno".
Estudo realizado:
Existem aqueles que não admitem a sobrevivência após a morte do corpo físico e existem também outros que embora acreditem, proíbem a comunicação com os ditos "mortos" pois considerarem que se trata de comunicação que nada trará de bom, ou até mesmo de estar se comunicando com demônios.
Moisés, quando aqui esteve, proibiu a comunicação com os mortos. Proibiu que os interrogássemos por considerar que não era bom para o povo daquela época que tal comunicação fosse feita. O motivo de Moisés ter tomado tal atitude aquela época está relacionado justamente com a baixíssima evolução moral daquele povo. Eles faziam invocações com o intuito de fazer adivinhações, de prejudicar o próximo, de ter para si coisas materiais, de fazer feitiços e por aí vai. Nada de bom tinha nestas invocações e por esta razão ele as proibiu. Então vejamos, se Moisés proibiu a comunicação com os mortos significa que os mortos não estão tão mortos assim como pensam alguns de nós que acreditam que a vida termina com a morte do corpo físico. Moisés não teria a necessidade de proibir algo que não exista, portanto, não há razão para acreditarmos que tudo se acabe com a morte. Moisés teve que ser um educador rígido, pela imposição mesmo, já que o povo daquela época era bem complicado em termos de evolução. No resumo, se não tem boas intenções, melhor proibir.
Ainda refletindo sobre a proibição da comunicação e sobre o porquê Moisés a ter proibido, existem aqueles que acreditam que Moisés a proibiu por se tratarem de demônios se comunicando. Mas não é assim, já que todos nós somos sombra ou luz dependendo de nossas escolhas, podemos ser boas ou más pessoas. Ora, quando morremos, como não deixamos de viver, continuamos a viver mas sem o corpo físico e continuamos com a nossa evolução moral, já que a morte não transforma ninguém, apenas muda de plano. Portanto, se existem boas e más pessoas aqui, estas também existem do lado de lá. Sendo assim a comunicação é boa ou má dependendo da natureza do espírito que se comunica. E para quem for se comunicar a regra sempre é a da boa conduta, de solicitar conselhos e orientações a fim de se tornar uma pessoa melhor, mas nunca, de pedir coisas materiais ou para prejudicar alguém ou até mesmo para pagar por estas consultas. Basta usar teu discernimento, sabendo o que é certo e o que é erado. Se pedir o mal de alguém, você o terá de volta, assim é a lei do retorno.
Moisés lidava a sua época com um povo que de adulto nada tinha. Eram crianças assim como nós ainda somos na evolução moral. E eram crianças atrevidas. A verdade vem aos poucos para nós. E leva tempo. Foram cerca de 1200 anos que se passaram de Moisés até a vinda de nosso grande mestre que é Jesus. Moisés fez o que fez, pois foi necessário que fosse feito daquela forma para aquela época.
Tendo refletido sobre isso, somente pela razão chegamos a conclusão de que a vida continua mesmo após a morte. Mas também o lado do coração, a nossa intuição. E nosso coração e nossa intuição também diz muito a nós sobre a sobrevivência do espírito após a morte. Quem já perdeu um ente querido, muito próximo sabe e sente isso. Sim, pois quem já perdeu um ente querido consegue perceber sem saber explicar que os mesmos entes queridos estão ao seu lado lhe dando forças e amparando quando tem permissão para isso. A pessoa sente mesmo a presença do ser que já partiu. Pode ser em um diálogo com alguém, em um pensamento que lhe surja a mente, uma inspiração, uma sensação de bem estar, um sentimento agradável ou até mesmo escutar-lhes a voz em seu interior. Existem também os que já tem alguma mediunidade desenvolvida e por assim dizer, terem maior sensibilidade e perceberem os entes queridos já desencarnados com mais facilidade, podendo até mesmo vê-los ou ouvi-los.
Podemos ver pela razão e pela emoção que o reencontro um dia irá acontecer e será um dia de grande felicidade para todos. Por isso, segue teu caminho em paz e com muita força, sem jamais desanimar e desistir, confiando sempre na vontade do Criador.
Como disse Jesus, nosso maior mestre, "que a paz seja convosco".
Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre a comunicação com os "mortos".
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