Estude e Viva - Estudo 36 - O Espírita na equipe


O ensinamento estudado hoje se chama "O Espírita na equipe", e que estuda o "Capítulo XVII - Sede Perfeitos", na seção "Os bons espíritas", item 4, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Terceiro - Leis Morais",  "Capítulo V - IV Lei de Conservação", questão 717 de "O Livro dos Espíritos".

Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".

Os temas estudados são:
Auxílio e oportunidade;
Concurso necessário;
Equipe de ação espírita;
Receber e dar;
Supérfluo e fraternidade;
Templo espírita

Estudo realizado:
Muitas pessoas, ao se voluntariarem para trabalhar em um Centro, podem acreditar que suas tarefas se resumem somente em ir de forma rotineira ao centro cumprindo as obrigações e contribuir com doações materiais. No entanto quem assim age está enganado quanto a grande oportunidade que tem de ajudar, de auxiliar o próximo. Ir a um centro, para ser um trabalhador voluntário é uma grande oportunidade concedida pelo alto para que nos tornemos pessoas melhores. Quando nos propomos ir a algum centro trabalhar de forma voluntária devemos ir com o amor dentro de nós e com o objetivo de auxiliar o nosso próximo, de dar amor a quem lá foi em busca de um alento, de uma ajuda, de uma orientação. De nada adianta ir a um centro para apenas dizer que se tornou um trabalhador voluntário, se dentro de si não faz daquele momento, um momento único onde irá doar o que tem de melhor dentro de si em favor do teu próximo. O centro é como uma pequena comunidade, onde se reúnem diversos tipos de pessoas, que são diferentes entre si, portanto, sempre haverá quem irá pensar diferente de você. É importante seguir as regras do centro e respeitá-las, no entanto todos devem estar atentos quanto a liberdade de expressão de todos os indivíduos, de forma que todos possam aprender uns com os outros e cada um dar a sua contribuição. Um templo espírita ou espiritualista é um local abençoado, um ponto de luz na escuridão e sempre deve ser assim. A espiritualidade superior lá estará, a fim de promover a paz, o amor, a justiça, a caridade, o esclarecimento, a orientação e da mesma forma que os espíritos superiores lá forem para ajudar, os encarnados que lá vão trabalhar de forma voluntária também devem fazer a sua parte, pois o trabalho é feito em parceria com os espíritos. Ir por ir ao centro, melhor não ir. Vá sempre de coração, escutando com amor os que pensam diferente de você, não criticando ninguém, não os censurando, mas entendendo-os. Se você acha que sabe mais sobre algo e digo "acha", pois talvez você nem saiba tanto assim, ajude no que estiver ao seu alcance ao invés de censurar. Cumprimente a todos com um sorriso sincero, dê bom dia, boa tarde, boa noite, seja lá qual o horário que você lá trabalhar. Seja amigo, seja caridoso. Entenda que a família espiritual somos todos nós. Não cultive máscaras sociais, se cultivar só irá perder tempo da própria evolução. Faça as tarefas que puder fazer, não se melindre se te colocarem em outra tarefa que possa julgar mais "simples". Não seja vaidoso achando que a sua mediunidade é a melhor de todas. Todos somos filhos do mesmo Pai e Ele ama a todos nós indistintamente. E vê o nosso íntimo. Seja verdadeiramente parte da equipe tanto de encarnados como de desencarnados. Esteja lá para dar. Não para receber. Ninguém é melhor do que ninguém, juntos é que somos importantes.

Na segunda parte de nosso estudo, tratamos do supérfluo e da questão relativa a fraternidade. E nisso vem o "depois". Sim, pois sempre quando conseguimos algo novo, por exemplo, uma nova televisão, devemos dar um bom uso ao antigo aparelho. A reflexão que podemos fazer é quanto ao melhor uso que faremos quanto ao velho para que o novo possa entrar em nossa vida e através disso praticar a fraternidade, através do auxílio a irmãos que tenham menos do que nós. E sempre tem alguém que tem menos do que nós. O exemplo dado é muito singelo, muito simples, mas podemos estendê-lo a muitas outras situações de nossa vida. Nós podemos por exemplo assistir a uma palestra e aprender algo com ela, e o que faremos depois? Guardaremos o conhecimento adquirido somente para nós mesmos ou compartilharemos com nosso próximo. Podemos receber uma notícia boa, ler um bom livro e aprender com o mesmo, e cai na mesma situação, poderemos distribuir conhecimento ou guardar para nós. Podemos nestas situações sermos fraternos distribuindo o que aprendemos ou não. Podemos também errarmos em algumas situações da vida, e aprender com estes erros, adquirindo assim experiência de vida. E o que fizermos com esta experiência em detrimento de nosso próximo também contribui para sermos ou não fraternos. Sim pois através da nossa queda e posterior correção, podemos ajudar a evitar a queda de inúmeros seres. Em todos os dias de nossa vida, passamos por inúmeras experiências e aprendemos com elas, e, a cada dia, podemos nos mudar para melhor e dar o melhor de nós para o nosso próximo. Isto é fraternidade.

Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre ser um trabalhador voluntário, o que isto significa, e o que mais se espera de um trabalhador voluntário.
- Reflita sobre a fraternidade e como a pratica na vida nas ações do dia-a-dia.

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