
O ensinamento estudado hoje se chama "Perdão e nós", e que estuda o "Capítulo IX - Bem-aventurados aqueles que são brandos e pacíficos", na seção "Injúrias e violências", item 5, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e também estuda o "Livro Terceiro - Leis Morais", "Capítulo XI - X Lei de Justiça, de amor e de caridade", questão 887 de "O Livro dos Espíritos".
Para ver o ensinamento integral contido nestes temas, consulte as obras "Estude e Viva", "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos".
Os temas estudados são:
Conformidade;
Indulgência;
Jesus e resignação;
Perdão no cotidiano;
Resignação e paciência;
Tolerância.
Estudo realizado:
Em torno do perdão cabe a nós mesmos entender que, sem ele, não vivemos, pois o perdão se assemelha a necessidade que temos do ar para respirar. E devemos estar atentos sobre o que perdoar, em que situações perdoar, e na verdade, o perdão deve estar dentro de nós em todas as situações que vivemos, sejam elas de grande importância ou não. Pode ser algo muito triste e difícil, um acontecimento muito doloroso, mas também pode nos acontecer algo de pequena importância. Ainda assim, devemos sempre perdoar. É nas pequenas situações que se não estamos atentos e não as perdoamos que surgem grandes situações que a vida nos apresenta e que certamente serão muito mais difíceis de serem perdoadas. Sendo assim vamos analisar algumas situações corriqueiras:
- quando alguém faz uma observação a nós com má fé;
- quando alguém faz uma referência que nos deprecia, nos desagrada;
- quando solicitamos alguma ajuda a alguém e somos ignorados;
- quando alguém não nos trata com gentileza;
- quando temos direito a algo, mas esquecem de nos conceder tal direito;
- quando alguém nos trata de forma fria;
- quando alguém é agressivo com palavras conosco;
- quando alguém nos machuca falando sem pensar;
- quando alguém nos afronta, nos difama, faz fofoca sobre nós e ainda sorri;
- quando alguém debocha de nós, faz brincadeiras levianas que não nos respeitem;
- quando alguém é indiscreto conosco;
- quando alguém tem conceitos, ideias e julgamentos sobre que nada são de positivos;
- quando alguém nos acusa de forma injusta;
- quando alguém exige de nós algo incoerente, desnecessário;
- quando alguém se omite de forma injustificada;
- quando alguém faz comentários maledicentes;
- quando alguém nos ofende e nos surpreendemos com a ofensa;
- quando alguém de nossa própria família tem desdém ou desprezo, quando nos "deixam de lado";
- quando, sob qualquer circunstância sejamos desprezados, preteridos, ignorados;
- quando alguém não tem piedade de nós.
Como podemos ver, são inúmeras as circunstâncias que a vida pode nos colocar a fim de entender e praticar o perdão. E podemos pensar como é duro perdoar e de fato o é se não sabemos ainda como perdoar. Mas é através destas circunstâncias que iremos aprender e, temos que entender, dentro de nós que não estamos aqui para ganhar ou perder, estamos aqui para evoluir espiritualmente e é sempre melhor jamais magoarmos nosso próximo e sempre mantermos a nossa paz de consciência pois é assim que terminaremos bem nossos dias e noites e teremos uma existência de paz, com provas tristes e dolorosas, mas com paz no coração, dando o nosso bom exemplo através de nossas boas atitudes. A consciência é nosso maior juiz e todos tem consciência, os que praticam o bem e o mal. Não maltrate a sua consciência para não sofrer depois. Trate a todos bem, no seu cotidiano perdoando a todos e a todas situações que lhe aparecerem, seja tolerante e indulgente com o teu próximo pois nós também somos imperfeitos e necessitamos da indulgência do Criador, perante nossos erros.
A segunda parte do estudo trata da resignação e da paciência que andam junto com o perdão. Em torno da paciência podemos entender que somos alvos nesta vida de problemas que podem nos atingir a qualquer momento, nos desagradando o dia. Devemos entender que certamente sim, os problemas virão, mas que é em torno deles que iremos crescer e superá-los, um por um, e assim sairemos dos problemas como indivíduos mais fortes. Para isso é necessário entender que quando os problemas vierem, devemos acreditar termos condições suficiente para resolvê-los com calma e coragem, através do nosso esforço. Se algo não sai do jeito que imaginamos ou se algo que fizemos correto e por alguma situação imprevista da vida, é de certa forma destruído, nós temos como refazer e jamais pensar em desistir. Tendo confiança nas Leis de Deus que nos vê e observa o nosso esforço e dedicação.
Se mesmo assim, nada resolver, se mesmo assim, esgotarmos todas as soluções possíveis, ainda assim, não devemos perder a paciência e fé em Deus, no Criador, e ao contrário devemos então nos resignar as suas sábias decisões. Por vezes algo que não ocorre em nossa vida, após muito tentarmos, de toda maneira tentarmos é porquê era melhor para nós que não ocorresse. Nós podemos não ter uma visão completa da situação e normalmente é assim e muitas vezes podemos não concordar com isso, mas de nada adiantará não concordar e agindo assim, só desperdiçará tempo e energia. Se tudo fez ao teu alcance e não deu certo, confie no Criador, já que há momento para tudo. Veja que é importante jamais na vida não se conformar e sempre lutar para não se acomodar, mas não se conformar não é se irritar com o Criador se após muito e de tudo tentar ainda assim não conseguir. Ter discernimento sobre estas situações é a chave sobre o que pode e o que não pode mudar. Veja o exemplo de Jesus que se submeteu aqui na Terra a situações que nem precisava passar, mas que Ele mesmo escolheu passar em amor a nós.
Perguntas que pode se fazer a si próprio:
- Reflita sobre o ato de perdoar as mínimas situações que a vida lhe apresenta
- Reflita sobre o que é ter paciência, sobre o que é acomodação, sobre quando se conformar, sobre quando se resignar.
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