Capítulo 1 - Entre dois planos
Participantes deste capítulo:
| Eusébrio | Instrutor e superintendente | Desencarnado |
| Calderaro | Assistente de Eusébio | Desencarnado |
| André Luiz | Estudante | Desencarnado |
| Platéia de 1200 pessoas | Se candidataram a estudos no plano espiritual para prestar serviço de ajuda ao próximo na Terra | Encarnados em desdobramento |
Em viagem, rumo à novo trabalho
André Luiz refletia sobre a obra de Deus, de forma respeitosa e grata. Observava a Lua, imponente, majestosa, uma verdadeira testemunha de todos os atos da humanidade, encarnada e desencarnada.
Calderaro, o assistente, interrompeu a reflexão de André ao avisá-lo que em breve estariam chegando ao local da reunião, em uma bela organização no Plano Espiritual, onde se encontrariam com o Instrutor Eusébio, este, que há muito tempo já trabalhava em socorro, auxílio espiritual à muitas pessoas. Estavam viajando à trabalho e tinham um objetivo a ser cumprido. Eusébio tinha muitos créditos no Plano Espiritual e era além de instrutor, superintendente de prestigiosa organização de assistência localizada em zona intermediária, que atendia estudantes parcialmente espiritualizados, que ainda estavam encarnados.
Era uma enorme instituição em que almas de regiões inferiores e superiores a frequentavam. Pessoas com inúmeros problemas e dúvidas as mais diversas, que exigiam paciência e sabedoria no trato. Eusébio descia assim mesmo semanalmente a crosta planetária, para assistí-los, ajuda-los, orientá-los, mesmo com tantos outros serviços complexos que ele cuidava.
André não conhecia pessoalmente Eusébio. Calderaro, seu assistente, respondia hierarquicamente a ele e prestava serviço na crosta planetária, atendendo aos irmãos encarnados. Ele fazia o socorro espiritual (psiquiatria iluminada).
André tinha uma semana livre e por isso solicitou o ingresso na equipe de Calderaro, pois era uma boa oportunidade para aprender mais.
Os casos que Calderaro atuava baseavam-se no improviso e possuíam vários desdobramentos. Ele evitava suicídios, casos de loucura, e extremos desastres morais. Ele ia aonde o serviço lhe chamava. Conhecia profundamente o jogo das forças psíquicas. Embora o conhecesse a pouquíssimo tempo, André o tinha como um velho amigo.
Haviam chegado ao recinto iluminado. Haviam ali centenas de pessoas ainda ligadas ao corpo físico que estavam ali em desdobramento.
Recebendo estudantes do espiritualismo
Calderaro explicou que na reunião que se daria a instantes, que seria feita por Eusébio, eles receberiam estudantes do espiritualismo que se candidataram ao serviço de ajuda ao próximo e que não se tratavam somente de espíritas. Eram em número aproximado de 1200 pessoas que ali estavam, sendo que 80% correspondiam a aprendizes de templos espiritualistas. Os demais, eram trabalhadores do plano espiritual que iriam assisti-los no aprendizado, ou seja, eram em média 240 trabalhadores.
André se mostrou impressionado com a organização dos trabalhos e se os aprendizes aproveitariam bem a oportunidade de se melhorarem.
O trabalho realizado por Calderaro
Calderaro explicou que a função deles ali era a manutenção do equilíbrio entre a luz e as trevas. Que a manutenção do plano mental das criaturas nunca é imposta pelos trabalhadores da luz, e que leva tempo, esforço e evolução. Que grandes massas estão há séculos distanciadas de luz espiritual. Que a humanidade se defronta com grandes exigências de crescer mental e espiritual. Que para que se atinja um objetivo, há que se planejar, atacar, executar e que para o homem apegado a matéria se desapegue dela, há de haver muito esforço por parte da luz.
Benefícios da prece
Um trabalhador os orientou que Eusébio iniciaria a palestra. Eusébio então entrou no ambiente sorrindo, como um amigo de todos, de forma simples e fez uma prece ao Senhor da Vida.
Com os olhos úmidos de pranto, Eusébio encerrou a prece e jorros cristalinos caiam sobre todos, assemelhando-se a uma chuva prateada.
André serenou o coração e sentiu imensa felicidade, tinha os olhos úmidos de lágrimas de forte emoção que sentiu e agradeceu, a Deus, aos recursos que a prece dá aos filhos de Deus, não somente pelo seu caráter religioso, mas também acesso aos mananciais de inesgotável amor.

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