Libertação - Resumo do Capítulo 4


Capítulo 4 - Numa cidade estranha

Caminhando para uma cidade estranha

Participantes deste capítulo
Gúbio
Instrutor.
Desencarnado
Elói
Amigo de André Luiz.
Desencarnado
André Luiz
Estudante.
Desencarnado
Gregório
Sacerdote e comandante de falange de espíritos no plano espiritual inferior.
Desencarnado

André Luiz, Elói e Gúbio, partem em rumo a uma colônia espiritual no astral inferior, abaixo da crosta terrestre. Ao longo da viagem, param em diversos postos socorristas.

Ao descerem vibratoriamente, cada vez mais, sentem o cansaço físico, de como se estivessem encarnados, no próprio corpo físico. 

Conforme iam avançando rumo abaixo a crosta, a vegetação e o ambiente foram se modificando, de forma a que a atmosfera já apresentava uma luz cinzenta, empoeirada, a vegetação sombria, árvores com galhos secos, praticamente sem vegetação. Lama e barro compunham o ambiente daquele local sinistro. Centenas de milhares de habitantes povoavam aquele local. Pessoas com aparência horrenda, além de pigmeus e anões. Não avistaram crianças naquele local por bondade da Misericórdia Divina. 

O sistema de governo ali também existia e as pessoas ali, sobreviviam a custa de manter seus vícios, alimentados através de pessoas que estavam encarnadas na crosta terrestre. Para um encarnado, aquele local constituiria o verdadeiro inferno descrito por Dante Alighieri em sua obra, "A Divina Comédia".  A grande maioria das pessoas daquele local eram governadas e se deixavam governar por inteligências de seres ainda mais impiedosos e cruéis. O que os motivava a obedecer estes seres eram seus próprios vícios que os ajudava a manter aquele lugar infernal. Não faziam questão de evoluir. Eram pessoas alienadas.

Casas pobres, mal construídas, pessoas vestidas com trapos e sujas, animais com aparência monstruosa, plantas com aparência exóticas, ruas sujas e vielas, que se multiplicavam, becos e mais becos, cada vez mais sombrios e escuros, davam a vida aquele local. 

Conforme avançavam, se depararam com edifício grande e vistoso, um verdadeiro palácio que destoava completamente daquele local. Um edifício belo, bem construído, rodeado por um praça bem elaborada, que lembrava cidades orientais de séculos atrás, por volta do ano de 1700. Carros belos eram conduzidos por escravos e animais e nestes carros estavam seres bem vestidos com roupas de cor preta e onde predominava a cor vermelho escarlate.

Naquele momento, um homem, alto, com nariz recurvado, uma espécie de gancho, olhos de aspecto felinos, uma espécie de policial daquele local abordou Gúbio, perguntando o que ali faziam e o instrutor afirmou humildemente que estavam à procura de Gregório, o sacerdote. O policial respondeu que Gregório estava em um casarão ali perto, de feio aspecto.

Foram os três então até o casarão e foram recebidos por Gregório. Gregório perguntou o que faziam ali e eles disseram que foram enviados por uma pessoa de nome de Matilde. Ao ouvir o nome de Matilde, Gregório estremeceu. Disse que tinha tarefas nos serviços dos mistérios e não poderia os atender no momento e que os atenderia na noite seguinte, onde seriam convocados para uma seleção para um trabalho. 

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