
Participantes deste capítulo:
| Calderaro | Assistente de Eusébio | Desencarnado |
| André Luiz | Estudante. | Desencarnado |
| Enfermo encarnado | Enfermo encarnado, está em um hospital e será analisado por André Luiz. | Encarnado. |
| Enfermo desencarnado | Enfermo desencarnado, está em um hospital e será analisado por André Luiz, ligado mentalmente ao enfermo encarnado. | Desencarnado. |
Um pouco sobre a vida no mundo espiritual
André Luiz retornou a companhia de Calderaro pela manhã. Eles tinham poucas horas para o entretenimento. No entanto, a vida ali era melhor e mais feliz do que quando na Terra. Lá dispunham de atividades culturais, artísticas e educacionais. Havia também o campo social, e nos lares, belos jardins.
Tinham muito trabalho, deveres, responsabilidades, tudo feito com ordem, disciplina, mas que era sempre realizado com serenidade e amor fraterno.
Choque de realidade e vida melhor para alguns
Após a morte do corpo físico, a primeira sensação foi o choque diante da nova realidade. Viviam, agora sem o corpo físico, de carne e ossos. A vida era melhor, podiam recorrer a poderes superiores, fazer projetos para o futuro, planejar reencarnação, trabalhar ampliando horizontes, e ter esperanças nos sonhos de amor.
Diversidade de destinos, muitas vezes, tristes e de sofrimento
Muitos outros porém, não tiveram destino semelhante e permaneciam apegados à crosta da Terra.
Milhares de espíritos tinham conhecimentos rudimentares, necessitando de ajuda e amparo. Muitos precisavam do recurso da reencarnação praticamente imediata a desencarnação e assim não tinham condições de se matricularem em escolas do plano espiritual a fim de se aperfeiçoarem.
Existiam outros também, em grande número que eram criminosos, que perdiam tempo na revolta e no desespero, o que por fim sempre os levava somente ao remorso e sofrimento, e acabavam se culpando pelos seus erros. Quando atingiam este ponto, vinha o arrependimento, que é na verdade, o primeiro passo para a regeneração do indivíduo. Estes seres assumiam formas desagradáveis.
Quando obsidiavam alguém se tornavam algozes e perseguidores frios de pessoas encarnadas. Por vezes eram também levados aos vales de punição, onde sofriam sem limites.
Todos no entanto, trabalhavam.
A Lei não concede paraísos a título de favor e nem estabelece infernos eternos.
Muitos também estavam se recuperando em instituições beneficentes do astral. Estes já reconheciam em si as suas próprias faltas, ou então possuam créditos espirituais que provinham de forças externas.
Criminosos e pontos de vistas diferentes
Os sofredores a que André comentou, no entanto, tinham outras origens. Eram revoltados, ignorantes, perturbadores, impenitentes, vaidosos, maldosos e que não dariam ouvidos as advertências em seu próprio benefício.
André ainda não havia tido um encontro mais direto com esta classe de espíritos.
Calderaro explicou que era necessário ter um ponto de vista diferente e que neste sentido era necessário ver a perversidade como forma de loucura, revolta como ignorância, desespero como enfermidade. André, diante disso, ficou perplexo.
Estes eram os ensinamentos do Cristo, quando lidava com nossa temporária posição de inferioridade espiritual.
O estudo da mente encarnada e desencarnada
Calderaro explicou que era necessário estudar a mente, o cérebro do homem encarnado e desencarnado, para maior entendimento, já que havia ali, desequilíbrio.
Entraram em um grande hospital e foram até o leito de um enfermo encarnado e que estava ligado a outro enfermo, este desencarnado.
O enfermo encarnado tinha forte tensão nos nervos e não percebia a presença do enfermo desencarnado.
Os dois pareciam estar grudados um ao outro, pois era visível muitos fios tenuíssimos que os ligavam entre si desde o tórax até a cabeça, presos em uma rede fluídica.
Os pensamentos de um eram compartilhados com o outro. Sentimentos e emoções também.
Calderaro solicitou a André observar o cérebro do enfermo encarnado. O cérebro parecia um aparelho elétrico. André comparou os dois hemisférios e disposições dos nervos, e a substância cinzenta, observando detalhadamente a sinalização.
Verificou três regiões distintas:
Calderaro explicou que no Sistema Nervoso está o cérebro "inicial", dos movimentos instintivos e a sede do subconsciente. É o porão da individualidade, onde ficam guardados os fatos da vida e experiências. No Córtex Motor, que é a "zona intermediária", entre os lobos frontais e os nervos está o cérebro desenvolvido, que se refere ao nosso presente, em nosso atual estágio de evolução. E nos lobos frontais, ainda desconhecidos, está o nosso futuro, o que está em evolução.
Isto não quer dizer, no entanto, que tenhamos três cérebros em um. Temos um que se divide em três regiões diferentes:
André Luiz tinha dúvidas a respeito de e se o cérebro dos desencarnados poderia adoecer, ao que Calderaro respondeu que sim, que toda maldade deliberada da alma desequilibra o organismo. Que se faz necessário trabalho e conservação da forma atual, sempre procurando se purificar e não interceder a marcha evolutiva. E informou que o gênero de vida que cada encarnado leva, revela depois a densidade do organismo espiritual. Talvez por esta razão o enfermo desencarnado não percebesse a presença de André Luiz e Calderaro no hospital.
Os olhos físicos podem não ver, mas não significa que não existe
E finalizou, explicando que examinaram ali dois enfermos, um encarnado e outro desencarnado, ambos estavam com o cérebro intoxicado, em perfeita sintonia. E espiritualmente, ambos rolaram do terceiro andar , relaxando a vontade, e foram para o segundo andar, que é a sede do esforço próprio, perdendo a oportunidade de se reerguerem. E caíram ainda mais, aos impulsos instintivos, na animalidade anterior. Detestam a vida, se odeiam, se desesperam, se tormentam, são aflitos, querem vingança. Estão loucos. E embora na Terra os médicos não vejam isso, no organismo perispiritual é possível ver.
Calderaro impôs a mão direita sobre o lobo frontal esquerdo do enfermo encarnado e informou que explicaria mais logo adiante, dentro dos conhecimentos que tinha.
Tinham muito trabalho, deveres, responsabilidades, tudo feito com ordem, disciplina, mas que era sempre realizado com serenidade e amor fraterno.
Choque de realidade e vida melhor para alguns
Após a morte do corpo físico, a primeira sensação foi o choque diante da nova realidade. Viviam, agora sem o corpo físico, de carne e ossos. A vida era melhor, podiam recorrer a poderes superiores, fazer projetos para o futuro, planejar reencarnação, trabalhar ampliando horizontes, e ter esperanças nos sonhos de amor.
Diversidade de destinos, muitas vezes, tristes e de sofrimento
Muitos outros porém, não tiveram destino semelhante e permaneciam apegados à crosta da Terra.
Milhares de espíritos tinham conhecimentos rudimentares, necessitando de ajuda e amparo. Muitos precisavam do recurso da reencarnação praticamente imediata a desencarnação e assim não tinham condições de se matricularem em escolas do plano espiritual a fim de se aperfeiçoarem.
Existiam outros também, em grande número que eram criminosos, que perdiam tempo na revolta e no desespero, o que por fim sempre os levava somente ao remorso e sofrimento, e acabavam se culpando pelos seus erros. Quando atingiam este ponto, vinha o arrependimento, que é na verdade, o primeiro passo para a regeneração do indivíduo. Estes seres assumiam formas desagradáveis.
Quando obsidiavam alguém se tornavam algozes e perseguidores frios de pessoas encarnadas. Por vezes eram também levados aos vales de punição, onde sofriam sem limites.
Todos no entanto, trabalhavam.
A Lei não concede paraísos a título de favor e nem estabelece infernos eternos.
Muitos também estavam se recuperando em instituições beneficentes do astral. Estes já reconheciam em si as suas próprias faltas, ou então possuam créditos espirituais que provinham de forças externas.
Criminosos e pontos de vistas diferentes
Os sofredores a que André comentou, no entanto, tinham outras origens. Eram revoltados, ignorantes, perturbadores, impenitentes, vaidosos, maldosos e que não dariam ouvidos as advertências em seu próprio benefício.
André ainda não havia tido um encontro mais direto com esta classe de espíritos.
Calderaro explicou que era necessário ter um ponto de vista diferente e que neste sentido era necessário ver a perversidade como forma de loucura, revolta como ignorância, desespero como enfermidade. André, diante disso, ficou perplexo.
Estes eram os ensinamentos do Cristo, quando lidava com nossa temporária posição de inferioridade espiritual.
O estudo da mente encarnada e desencarnada
Calderaro explicou que era necessário estudar a mente, o cérebro do homem encarnado e desencarnado, para maior entendimento, já que havia ali, desequilíbrio.
Entraram em um grande hospital e foram até o leito de um enfermo encarnado e que estava ligado a outro enfermo, este desencarnado.
O enfermo encarnado tinha forte tensão nos nervos e não percebia a presença do enfermo desencarnado.
Os dois pareciam estar grudados um ao outro, pois era visível muitos fios tenuíssimos que os ligavam entre si desde o tórax até a cabeça, presos em uma rede fluídica.
Os pensamentos de um eram compartilhados com o outro. Sentimentos e emoções também.
Calderaro solicitou a André observar o cérebro do enfermo encarnado. O cérebro parecia um aparelho elétrico. André comparou os dois hemisférios e disposições dos nervos, e a substância cinzenta, observando detalhadamente a sinalização.
Verificou três regiões distintas:
- Lobos frontais - que eram quase brilhantes;
- Córtex Motor a Medula Espinhal - a claridade diminuía;
- Gânglios basais - possua menor claridade.
- Quase igual ao do encarnado;
- Campo mental era diferente do encarnado, mais superior em substância e mais leve no corpo perispiritual, menos escuro;
- Lobos frontais - mais luz;
- Córtex motor - menos luz;
- Medula espinhal - quase sem luz, difusa e opaca.
Calderaro explicou que no Sistema Nervoso está o cérebro "inicial", dos movimentos instintivos e a sede do subconsciente. É o porão da individualidade, onde ficam guardados os fatos da vida e experiências. No Córtex Motor, que é a "zona intermediária", entre os lobos frontais e os nervos está o cérebro desenvolvido, que se refere ao nosso presente, em nosso atual estágio de evolução. E nos lobos frontais, ainda desconhecidos, está o nosso futuro, o que está em evolução.
Isto não quer dizer, no entanto, que tenhamos três cérebros em um. Temos um que se divide em três regiões diferentes:
- Os impulsos automáticos - coisas que já realizamos;
- O atual - coisas atuais, que estamos consolidando, relacionado ao esforço e vontade;
- Casa das noções superiores - nossas metas.
- Primeiro Andar - Relacionado aos nossos hábitos e automatismos;
- Segundo Andar - Relacionado ao nosso esforço e nossa vontade;
- Terceiro Andar - Relacionado à nossos ideais e nossas metas superiores a serem alcançadas.
- Primeiro Andar - nosso passado e a área do subconsciente;
- Segundo Andar - nosso presente e a área do consciente;
- Terceiro Andar - nosso futuro e a área do superconsciente;
André Luiz tinha dúvidas a respeito de e se o cérebro dos desencarnados poderia adoecer, ao que Calderaro respondeu que sim, que toda maldade deliberada da alma desequilibra o organismo. Que se faz necessário trabalho e conservação da forma atual, sempre procurando se purificar e não interceder a marcha evolutiva. E informou que o gênero de vida que cada encarnado leva, revela depois a densidade do organismo espiritual. Talvez por esta razão o enfermo desencarnado não percebesse a presença de André Luiz e Calderaro no hospital.
Os olhos físicos podem não ver, mas não significa que não existe
E finalizou, explicando que examinaram ali dois enfermos, um encarnado e outro desencarnado, ambos estavam com o cérebro intoxicado, em perfeita sintonia. E espiritualmente, ambos rolaram do terceiro andar , relaxando a vontade, e foram para o segundo andar, que é a sede do esforço próprio, perdendo a oportunidade de se reerguerem. E caíram ainda mais, aos impulsos instintivos, na animalidade anterior. Detestam a vida, se odeiam, se desesperam, se tormentam, são aflitos, querem vingança. Estão loucos. E embora na Terra os médicos não vejam isso, no organismo perispiritual é possível ver.
Calderaro impôs a mão direita sobre o lobo frontal esquerdo do enfermo encarnado e informou que explicaria mais logo adiante, dentro dos conhecimentos que tinha.
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